Preparem as estacas: vampiras lésbicas podem invadir a sua casa!

No momento em que “Avatar” se consagra como a produção de maior bilheteria da história do cinema – batendo a marca de US$ 1,859 bilhão em ingressos vendidos no mundo -, chegou às locadoras, há poucos dias, o filme que deverá disputar o posto de maior bizarrice da sétima arte dos últimos tempos.

Assinado pelo diretor inglês Phil Claydon, “Assassinos de vampiras lésbicas” tenta embarcar na vampiromania capitaneada pelos filmes da série “Crepúsculo” e chupar o bagaço de uma temática que está se esgotando por excesso de exposição — muitas vezes deturpando um gênero consagrado pela literatura de Bram Stoker e lapidado pela obra-prima “Nosferatu”, de Murnau. Perdão… Na verdade, o título original do filme é “Matadores de vampiras lésbicas”. Explico o erro proposital: é incabível que a dupla de protagonistas tenha como objetivo exterminar o que há de interessante nesta criação inusitada, que são justamente (e somente) as vampiras lésbicas (!!!). Tal conduta deve ser tipificada como crime. No meu título — que não deturpa a essência — a semântica fica mais precisa.

A história (sem pé nem cabeça), imaginem vocês, transita em torno de um vilarejo inglês dominado por vampiras lésbicas que, entre uma refeição e outra, tentam ressuscitar Carmilla, a Rainha Vampira. Com que objetivo? Massacrar todos os homens da face da terra e se perder em orgias homossexuais. O realizador, numa manobra apelativa, tenta unir o útil ao agradável num filme da pior qualidade. Em situações que deveriam ser cômicas, dá vontade de chorar. Não sei como nenhum diretor de filmes pornôs teve essa idéia… Como não sou um consumidor do gênero, não posso afirmar com 100% de certeza.

Não se deixem enganar pelo chamativo título (bem “original”) que destaca a caixinha de DVD nas estantes das locadoras. Tal estratégia publicitária acabou despertando a curiosidade e expectativa da imprensa no último Festival do Rio (2009) – como não poderia deixar de ser diferente. A euforia durou até o início da primeira sessão. A conclusão é a seguinte: não deixe esse filme entrar em sua casa.

Como sabemos que James Cameron disputava com ele mesmo o posto de bilheteria suprema — o Titanic soçobrou mais cedo do que eu esperava –, resta a Phil Claydon pensar em outra bizarrice que desbanque esta sua pérola. Se o diretor seguir na mesma linha “criativa”, podemos esperar para este ano algum título como “O massacre dos zumbis gays” ou coisa parecida — admito que o título hipotético é sofrível… Preparem-se, porque neste ano presenciaremos the dawn of the dead, prato que será servido de todas as formas possíveis e imaginárias.

Carlos Eduardo Bacellar

p.s. Para quem estiver interessado num filme trash supimpa, indico “Arraste-me para o inferno”, de Sam Raimi. Esse sim, um filmaço!

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Arquivado em Carlos Eduardo Bacellar, Fuja dessa roubada!!!

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