Façam suas apostas, a lista saiu!

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood apresentou, na manhã de hoje, a lista com os indicados ao Oscar 2010. A novidade é a presença de dez filmes na disputa principal pela mais cobiçada honraria do cinema mundial.

E, como não poderia deixar de ser diferente, os apaixonados por cinema devem ter começado a elaborar suas listas de apostas. Já adianto que teremos um bolão aqui no blog. Edu e Helena, estejam comunicados.

Não me considero esquizofrênico (posso estar enganado), mas, ultimamente, os deuses do cinema têm cochichado palpites nos meus ouvidos. Por isso, estou extremamente confiante com relação às minhas premonições. Como todos já estão cientes dos indicados, vamos às apostas nas principais categorias, acompanhados dos devidos comentários:

“Avatar” e “Guerra ao terror” disputam nove estatuetas. James Cameron vai enfrentar diretamente sua ex-Neytiri, a detonadora de emoções Kathryn Bigelow, em sete categorias: filme, direção, mixagem de som, edição de som, trilha sonora, montagem e fotografia. Farpas vão voar para todos os lados!

No quesito direção, Kathryn é barbada. A cineasta de 58 anos acaba de ser laureada como melhor diretora de 2009 pelo Directors Guild of America (DGA), o sindicato de cineastas dos EUA. Como se isso não bastasse, impulsionada pela explosão estética e psicológica de seu filme, a diretora de “Caçadores de emoção” (1991) vem arrematando prêmio atrás de prêmio. Entre eles estão os das associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Washington. “Guerra”, negligenciado pelo circuito exibidor brasileiro e lançado diretamente em DVD no meio do ano passado, por força dos elogios da crítica especializada, garantiu um lugar ao sol: debuta tardiamente nos cinemas na próxima sexta.

Já comentei em um post anterior que “Guerra” também deverá levar para casa o prêmio de melhor filme. Avatar é uma produção impactante e inebriante, uma orgia sinestésica para os sentidos, mas não tem a profundidade do roteiro do principal concorrente.

Como melhor ator deve levar Jeff Bridges, no papel do cantor country Bad Blake – apesar da força de Morgan Freeman no papel de Mandela, pouco comentado até o momento por causa da estréia tardia de “Invictus” aqui no país. O resto corre por fora.

A estatueta de melhor atriz já é de Sandra Bullock em seu papel na trama “Um sonho possível”, podem escrever. A ex-queridinha de Hollywood deu a volta por cima e arrebatou a crítica com sua atuação nesta produção, que deverá alçá-la ao rol das principais atrizes do momento. O longa estréia por aqui em março.

Alguém acredita que deve haver zebra na premiação de melhor ator coadjuvante? A unanimidade Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”) provavelmente está, neste momento, em algum castelo na suíça estourando champagne cercado de modelos (bom, eu estaria fazendo isso se fosse ele).

Melhor atriz coadjuvante: o Oscar vai para Mo’Nique (“Preciosa”), fácil.

Infelizmente o Brasil ficou de fora da premiação de melhor filme estrangeiro. Minha aposta é na produção germânica “A fita branca”, do diretor Michael Haneke, que flanou por aqui no último Festival do Rio.

Na categoria roteiro adaptado, faço fé em Neill Blomkamp e Terri Tatchell (”Distrito 9”). Quentin Tarantino deverá colocar as mãos na estatueta de melhor roteiro original com seu violento – mas não menos maravilhoso – ”Bastardos inglórios”.

Vou resumir a limpa dos prêmios técnicos com uma só palavra: “Avatar” (com as exceções óbvias).

Fechando a conta, ”Up – altas aventuras” leva na categoria animação. Ninguém está imune ao simpático e ranzinza velhinho, dublado em português pelo humorista Chico Anysio.

A cerimônia ganhou um charme especial sob a batuta da atriz Anne Hathaway (absurdamente linda e charmosa… meu reino por cinco minutos com ela!!!), uma das queridinhas hollywoodianas do momento, que comandou a apresentação dos indicados.

Agora, me digam… Se Anne “entorta pescoços” Hathaway chegasse para vocês e pedisse alguma coisa, com uma carinha de cachorro abandonado e aqueles olhos expressivos e amendoados (parecem até riscados pela mãe natureza com traços de mangá), alguém diria não? Pois é… Alguém ainda duvida que as mulheres irão dominar o mundo?

Carlos Eduardo Bacellar

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