Kevin Costner x Russell Crowe

Os cinéfilos brasucas devem estar em polvorosa aguardando a nova roupagem com a qual o diretor Ridley Scott (“Gladiador”, 2001) paramentou para as telas a história do mítico herói inglês Robin Hood. A produção do realizador inglês abriu o 63º Festival de Cannes, que começou oficialmente ontem (12/5).

Não sei quanto a vocês, mas dificilmente o brucutu Russel Crowe, protagonista da saga de Scott, conseguirá superar a versão que ganhou os cinemas tendo Kevin Costner como o fora da lei que inferniza a vida do xerife de Nottinhgham e ganha o coração de Marian Dubois – “Robin Hood: o príncipe dos ladrões” (1991), dirigido por Kevin Reynolds.

“Vou acabar com a marra  desse fanfarrão flechando seu orgulho de macho.”


Pesquisando no site IMDb, percebi que a personagem responsável por virar a cabeça do arqueiro mais mortal da floresta de Sherwood possui nomes diferentes nas duas versões: Mary Elizabeth Mastrantonio é Marian Dubois (versão Reynolds), enquanto Cate Blanchett encarna Marion Loxley (versão Scott).

Kevin Costner, em sua melhor forma na época, impregnava o filme de tons românticos. Seu tipo bom-moço-que-sabe-lutar encantou plateias no mundo todo. Ele era o genro que toda mamãe queria para suas filhinhas excitadas.

Russell Crowe é o outro lado da moeda. Nenhuma sogra quer o barbudo arrotando na mesa depois de tomar um copo de cerveja. Mesmo não querendo, carrega consigo o ranço do gladiador mais famoso da história do cinema. Seu machismo neozelandês fora de moda é incompatível com a aura charmosa com que Costner delineou sua criação. Não sei como a élfica Cate aguentou a marrenta atitude do colega de cena.

“Onde se meteu aquele frutinha?”


Crowe jamais seria capaz de convencer se fosse obrigado a encenar a troca de diálogos que contextualizarei a seguir.

Durante a batalha final — no momento em que Robin “Costner” Hood e seu fiel escudeiro mouro, Azeem (Morgan Freeman), estão a ponto de serem literalmente catapultados para dentro do castelo no qual Marian é mantida como refém do xerife de Nottinhgham –, nossos heróis produzem os seguintes clichês que sempre derretem a mulherada como faca quente na manteiga:

Azeem: “Ela vale o risco?”

Robin: “Eu morreria por ela.”

Até eu me apaixonei. Sim, pessoal, sou um cara romântico. Completa o quadro da perdição a canção-tema Everything I do, de Bryan Adams. Ontem, revendo o filme no Telecine Action, junto com minha mãe, tive que dissuadi-la de abandonar meu pai e partir numa aventura louca com algum estranho empunhando um “arco” maior que o dele.

É esperar para ver se o resultado do trabalho de Ridley Scott conseguirá quebrar paradigmas e convencer. Ou se sua versão “suja” da lenda será mais uma produção milionária que deixará a desejar.

Carlos Eduardo Bacellar

Encontrei também essa montagem paraguaia que mescla a canção do Bryan Adams com cenas do filme (quebra um galho):

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3 Comentários

Arquivado em Carlos Eduardo Bacellar

3 Respostas para “Kevin Costner x Russell Crowe

  1. [OFF TOPIC]

    Ei! Finalmente chegou o dia! É amanhã, 17!
    Estamos esperando você lá na pré-estreia exclusiva para blogueiros do “Olhos Azuis”.
    Qualquer dúvida, escreva para coevosfilmes@gmail.com até as 15hs de segunda-feira.
    Lembre-se de chegar um pouco antes, ok?
    Abraço,
    Anita.

  2. Tatti

    Olá,
    Olha eu também acho o Russel Crowe meio chato com toda aquela marra de “o último machão do cinema” sem contar a arrogância do cara…mas ele é um ótimo ator. Isso nós não podemos negar e ele faz um bom trabalho em Robin Hood, se quer saber acho ele até romântico com a Cate Blanchett (que não é um elfo), mas não o romantismo clássico do Kevin Costner, ele o macho romântico, entende?
    Enfim…gostei da versão do Robin Hood gladiadorzada, tá longe de ser um clássico, mas é entertenimento de alta qualidade.
    Bjinhu

    • Olá, Tatti! Tudo bom?
      Quando escrevi aquele post, ainda não tinha visto o filme, e estava desconfiado da interpretação do Crowe.
      Mas concordo com você, não foi de todo ruim. Mas continuo fechando com o Kevin Costner 🙂
      Gostei da “versão gladiadorzada”. Muito bom! Vou ter de usar isso, se você permitir, é claro. Apareça sempre.
      Abraços!
      Carlos Eduardo Bacellar

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