Segura, coração!

“E assim descansam os dois amantes um ao lado do outro.
A quietude paira sobre sua morada; anjos serenos, seus afins,
olham-nos do espaço. E que momento feliz aquele
em que, um dia, despertarão juntos!”
(“As Afinidades Eletivas”, Goethe)

Para quem achava que “As Afinidades Eletivas” eram química na Ciência ou na obra (emblemática) de Goethe, ledo engano. Os pares Vitória e Lorde Melbourne e Albert e Vitória chegaram ao cinema do século XXI (*)  e, inevitavelmente atraídos, formaram casais. Por pouco mais de 1h40, eles “buscam-se um ao outro, atraem-se, ligam-se um ao outro e a seguir ressurgem dessa união íntima numa forma renovada e imprevista.” Segura, coração!

A Jovem Rainha Vitória, filme em cartaz, trata dos primeiros anos de ascensão ao poder da pequena regente. Despreparada e superprotegida, pobre moça indefesa,Vitória (Emily Blunt) sobe ao trono britânico, logo da morte de seu tio Guilherme IV.

Dominada pela mãe possessiva (Miranda Richardson), a heroína romântica se aproxima do primo Albert de Saxe-Coburg (Rupert Friend), Príncipe da Bélgica, antes mesmo de ser coroada. É na troca de olhares, sorrisos, passos de dança e, principalmente, correspondências (confidentes) que a intimidade entre eles se estabelece. Com Lorde Melbourne (Paul Bettany), a história é diferente. É ele, Primeiro Ministro, que se aproxima da recém empossada alteza e oferece seu “ombro amigo”. Comovida e, sobretudo, desamparada, Vitória o nomeia seu tutor político e com ele compartilha seus desafios diários.

Dividida entre dois homens conselheiros  (e por que não, dois amores!), Vitória deflagra uma grave crise institucional, que somente finda quando um deles tira seu time de campo (afinal, estamos em época de Copa do Mundo) e o outro é declarado seu amor verdadeiro. Segura, coração!

P.S. Se você achou este post muito mela cueca, perdão. Eu sou a mulherzinha do blog e constantemente digo que nasci no século errado. 😉 Talvez esteja aí a explicação.

(*) No século XX, mas precisamente em 1996, os irmãos Paolo e Vittorio Taviani fizeram uma adaptação cinematográfica carregada de Passione do romance “As Afinidades Eletivas” de Goethe. Vale conferir! Segura, coração!

Helena Sroulevich


Anúncios

3 Comentários

Arquivado em Aprecie com Moderação (dá um caldo), Helena Sroulevich

3 Respostas para “Segura, coração!

  1. Jordana

    Oi, Helena
    Adorei o post.
    Filme mulherzinha, bem açucarado é uma delícia!!
    Acho que também nasci no século errado.. rss
    Parabéns pelo artigo.

  2. Jordana, românticas do mundo, uni-vos! 🙂 Achei o filme bem mais ou menos, mas a história de amor por si só já vale. Até chorei. Você assistiu? O que achou? Beijos e obrigada pela visita!

  3. O seu post não, mas o trailer é bem docinho!
    Talvez ele entre na lista de julho.

    Beijo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s