Era uma vez… Jane Campion

“Brilho de uma Paixão” (Bright Star, 2009) não é um filmaço, nem chega aos pés de “O Piano” (The Piano, 1993), mas o talento de Jane Campion faz crescer os olhos. Se não fosse pela diretora neo-zelandesa, a obra seria (muito provavelmente) mais uma daquelas que retratam histórias de amor entre “desiguais”, como “A Bela e a Fera” ou “Era Uma Vez” (do Breno Silveira). Mas não. Cada olhar, gesto, figurino, adereço tem razão de ser (e existir) no “romance”  entre o poeta (pobre) John Keats (Ben Whishaw) e a moça (rica) Fanny Brawne (Abbie Cornish). E embalam a cena quando palavras, floreadas de tratamentos, confundem pureza/castidade e insinuação/desejo entre os potenciais amantes.

Helena Sroulevich

P.S. Embora meu companheiro de blog já tenha falado do filme, resolvi escrever. É a segunda vez na semana que discordo radicalmente dele  acerca de uma obra: ele odiou “Brilho de uma Paixão”; eu já acho que dá um caldo… “A Origem” foi aclamada por ele. Pra mim, não passa de um devaneio aborrecente… E vamos celebrando as diferenças!

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6 Comentários

Arquivado em Aprecie com Moderação (dá um caldo), Helena Sroulevich, Quase uma Brastemp

6 Respostas para “Era uma vez… Jane Campion

  1. Fico com o xará em Brilho e com a flor em Origem. Et viva les differences!

  2. Não vi nenhum dos dois filmes ainda para concordar com você ou com ele…rs
    Mas sobre questão de gosto e diferença… Meu Deus, ainda estou me perguntando como alguém pode gostar do atual filme do M. Night…

    • Nossa… O Shyamalan está sendo massacrado. Estou até com medo de escrever que gostei do “Sexto sentido”.
      O novo dele vai ficar para o DVD, senão corro o risco de ser linchado na fila do cinema.
      Abraços!
      CEB

  3. Ah, eu adorei esse filme, mas sou uma romântica uma inveterada.

  4. Pois é, Tati, mesma coisa se aplica a mim! Acredito naquele amor ali; embora seja algo meio casto, né? Parece um amor que não existe mais… Mas como inspira! 🙂 O filme me deixou com um rombo na alma, quando assisti. Mexeu comigo pacas, e atribuí o “mexeu comigo” à Jane Campion – Diretora. O mérito, pra mim, está todo na direção sensível dela… Beijinhos e muito prazer! Volte sempre!

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