A ilha de ‘Lost’ de Claude Chabrol

Quem acha que Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof, os criadores de Lost, descobriram a pólvora com o seriado que supostamente revolucionou o formato devereria assistir ao filme “Alice ou a última escapada” (1977), do cineasta francês Claude Chabrol e mudar seus conceitos.

Na produção em questão, a matriz da ilha enigmática é uma casa perdida no meio do nada na qual a personagem da atriz Sylvia Kristel — Alice Carol (um chá com biscoitos para quem adivinhar de qual obra literária ele esse sorveu esse nome “criativo”) — encontra seu limbo espiritual.

Chabrol aposta num mashup de nonsense com referências espíritas, e cria uma obra estética no mínimo interessante. Uma versão sombria das aventuras de Alice no país das maravilhas com pitadas de Alice através do espelho.

No televisão, bem como no cinema nos últimos tempos,  nada se cria, nada se perde, tudo se transforma para dar lucro.

Não se preocupem. O vídeo, assim como a série da grife J. J. Abrams, não fornece nenhuma resposta. Eu copiei da série a armadilha narrativa que mantém todo mundo interessado no que vem depois. Respostas? Para quê? Elas são só um detalhe.

O mais importante é passar horas na frente da televisão consumindo as mensagens dos anunciantes. O que fazemos com o maior prazer.

Carlos Eduardo Bacellar

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