Filmes que os Doidos destacam na programação do Festival do Rio 2010

Cinéfilos, chegou a hora! Hoje tem início o Festival do Rio 2010. Maior celebração da sétima arte em solo carioca, o Festival atrairá a atenção de todos que são apaixonados por cinema para o Rio de Janeiro, de hoje até o seu encerramento, no dia 7 de outubro.

Os Doidos não vão ficar de fora da bagunça, óbvio. Namorando os dotes dos mais de 300 filmes que integram esta edição do Festival, divididos em 19 mostras, nós selecionamos algumas produções que consideramos imperdíveis. Algumas delas já foram contempladas com textos no blog, que podem ser acessados pelos links em destaque. Vamos aos filmes:

“Amores imaginários” (Xavier Dolan)

“Arquitetos do poder” (Vicente Ferraz e Alessandra Aldé)

“Budrus” (da corajosa e encantadora cineasta Julia Bacha, musa do blog)

A beleza da realizadora do mobilizador “Budrus”: a Julia Bacha faria a gente (a gente = Carlos Eduardo Bacellar) entrar de cabeça, e desarmado, no meio do conflito entre israelenses e palestinos só para defendê-la do perigo. Somente ela ganha foto aqui (prerrogativa do responsável pelo texto final deste post). Galanteios à parte, o filme é excepcional. Duro, mas comovente.

Ah, sim… A lista… Voltando…

“Carancho” (Pablo Trapero)

“Como esquecer” (Malu De Martino)

“Cópia fiel” (Abbas Kiarostami)

“The Cove” (Louie Psihoyos) Oscar de melhor documentário

“O garoto de Liverpool” (Sam Taylor Wood)

“José Martí: o olho do canário” (Fernando Perez)

“José & Pilar” (Miguel Gonçalves Mendes)

“Líbano” (Samuel Maoz)

“Lope” (Andrucha Waddington)

“Machete” (Robert Rodriguez e Ethan Maniquis)

“Malu de bicicleta” (Flávio Tambellini)

“Mário Filho, o criador de multidões” (Oscar Maron Filho)

“Minhas mães e meu pai” (Lisa Cholodenko)

“Nossa vida exposta” (Ondi Timoner)

“Os representantes” (Felipe Lacerda)

“Route irish” (Ken Loach)

“Scott Pilgrim contra o mundo” (Edgar Wright)

“Somewhere” (Sofia Coppola) Leão de Ouro em Veneza

“A suprema felicidade” (Arnaldo Jabor)

“Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas” (Apichatpong Weerasethakul) Palma de Ouro em Cannes

“Turnê” (Mathieu Amalric)

“O último comandante” (Vicente Ferraz, Isabel Martinez Artavia)

“O último trem para casa” (Lixin Fan)

“A vida durante a guerra” (Todd Solondz!!! Diretor de “Bem-vindo à casa de bonecas” e “Felicidade”)

“Você vai conhecer o homem dos seus sonhos” (Woody Allen)

“A woman, a gun and a noodle shop” (Zhang Yimou)

Com toda certeza vamos nos esbarrar no meio da loucura dessa maratona, no caminho de uma sala para a outra. Bons filmes (e que sejam muitos!) para todos!

Carlos Eduardo e Helena

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12 Comentários

Arquivado em Carlos Eduardo Bacellar, Filmaço!!!, Helena Sroulevich

12 Respostas para “Filmes que os Doidos destacam na programação do Festival do Rio 2010

  1. Eu achei que a musa do blog fosse a Anne Hathaway. A-HA! Mas esta, além de ser musa, é filha do Plano Real, então imagina a responsa da menina… Agora, te pergunto: quem é o muso do blog? Viaje por Hollywood e você lembrará fácil fácil! Sério. Chega. Eu preciso trabalhar.

    • Helena e xará,
      Estou apostando nas musas nacionais. E o filmaço da Julia Bacha merece todo o destaque. O muso do blog eu deixo por sua conta, Lelê.
      O Carlinhos agora me deixou curioso… Fiquei meio perdido nessa conversa salada de frutas, mas por baixo dos malabarismos metafóricos do xará (eu não resisti!) sempre há algo a que se prestar atenção. Com certeza vamos nos esbarrar nos próximos dias, mesmo que a gente não combine.
      Abraços aos dois 🙂
      CEB

  2. Espere até ver Tammy di Calafiori na pele (e que pele!) de Daisy no último do Jabor. O filme é uma salada, mas Tammy é uma uva.

  3. Uva? Não dizem que pele boa é pêssego? 😛 Assistirei ao filme em menos de 24h. Comentarei. Vi teu tweet e momentaneamente paniquei. O que me espera?

  4. Comentário sério: Aaaaaaaaaaaaaaaah, eu quero ir pro Rio.
    Comentário idiota: Aeeeee. CEB se revelando…. 😉

  5. Esse ano não rola… Quem sabe ano que vem?! Depois do dia 14 de dezembro coloco em dia minha lista! Pelo menos, assim espero!

    Beijos

  6. A presunçosa flor corrige o Carlinhos. A personagem da Maria Flor é Deise. A Tammi de “A Suprema Felicidade” chama-se Marilyn. Salada de fruta à parte (ou na minha linguagem pout-pourri estético), o namorico dos dois é a coisa mais fofa do filme (e eu quero um amor assim!). Além disso, acho que a obra nos faz pensar nas escolhas feitas, “na angústia de quem vive, solidão de quem ama”, mas, sinceramente, acho que mistura muita coisa desde Nelson Rodrigues, Rubem Fonseca a Fellini e Almodovar, o que intelectualiza talvez. Não acho os demais filmes do Jabor assim não. “Eu te amo”, “Eu sei que vou te amar”, “Tudo bem” são filmes lindos e fáceis. Mas é fato: acho que só o fato de ser um filme do Jabor levará muita gente ao cinema, mesmo que a obra não seja uma unanimidade.

    • Tem todíssima razão. Misturei as flores. Sweet Tammy não é Daisy, mas Marilyn. O filme tem o saudosismo agridoce de um diretor que não encontra mais lugar no Brasil de hoje, a não ser o lugar da amargura. O filme é seu refúgio. Permitiu-se ser piegas, exagerado, esticado demais. O avô leva 45 minutos “morrendo”. Aqueles pais são chatérrimos, não sei como Paulinho não se suicidou temprano. Os diálogos “encaixam” mal todas as frases feitas que Jabor precisa desesperadamente vomitar. Sua trilogia do apartamento e seus Nelson Rodrigues são ótimos, grandes filmes brasileiros. Mas esse é apenas um Desafinados que desafinou.

    • Acho que vou gostar, então. Achei interessante as “referências”. Gosto dos escritores e adoro os cineastas…
      O que me lasca é o tempo e a esperança que o filme passe por aqui.

  7. “Script”, o filme tem como norte a poesia, o supremo. E eu adoro esta busca. Mas confesso que tenho dúvidas se esta intenção não fica rala na linguagem escolhida. É definitivamente um filme de autor sem compromisso com nada (ou apenas consigo mesmo – autor para autor). E é aí que pega pra mim, sabia? Hoje até fiquei pensando se não estou conservadora… Seria feio e estranho pra mim, mas nunca impossível. Tô aqui pensando nas minhas limitações…

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