Os Doidos fecham com o Bonequinho, digo, Bonequinha, na militância para que “Scott Pilgrim contra o mundo” tenha vez no circuito carioca

Eu sabia que a ala underground do jornal O Globo não iria decepcionar, em plena época de Rio Comicon, os fãs de Scott Pilgrim, série de comics criada por Bryan Lee O’Malley que foi transposta para as telas, isto é, para algumas telas de cinema pelas mãos do diretor Edgar Wright.

Explico porque sublinhei a restrição imposta pelo mercado ao filme: “Scott Pilgrim contra o mundo” corre o risco de ficar anêmico pela falta de sol e terminar seus dias cinzentos no Brasil falando porra, meu!

Devido ao baixo desempenho (financeiro) do filme offshore, a distribuição não está garantida para o circuito carioca, e as expectativas dos fãs podem terminar em pizza da Casa Bráz.

Felizmente, no jornal da família Marinho, além de Bonequinhos, temos Bonequinhas com bastante presença de espírito. Erika Azevedo, repórter de cinema do site do Globo, iniciou um movimento no blog do Bonequinho conclamando a comunidade virtual a pressionar a Paramount para que a produção, encabeçada por Michael Cera, dê o ar de sua graça aqui no Rio.

Nós endossamos nosso apoio! E gritamos para que os blogs amigos nos acompanhem nesta militância. Amigos, fecham conosco? Espalhem a palavra no éter.

Segundo o texto de Erika, “o longa − sobre o baixista de uma banda indie que para namorar a garota dos seus sonhos precisa derrotar sete malévolos ex-namorados − por pouco não foi lançado direto em DVD no Brasil”.

A repórter continua destacando que “por conta do desempenho abaixo do esperado lá fora, a Paramount cogitou que o filme não estreasse aqui no país. Foi o boca-a-boca em redes sociais e blogs que garantiu a estreia nos cinemas − limitada a apenas três salas em São Paulo − na semana passada.”

Ainda de acordo com o post da jornalista, publicado hoje , acalentado por uma legião de acólitos nerds − entre os aficionados por quadrinhos e games − encantados pela trama pop, “mesmo com um número reduzidíssimo de telas, o filme conseguiu ter a maior média de público do fim de semana − com mais de mil espectadores por sala − e ainda entrar na lista dos 20 mais vistos do fim de semana, com renda de mais de R$ 36 mil. Se a boa marca se sustentar, a Paramount vai rever a estratégia de lançamento e o filme pode chegar a mais cidades brasileiras.”

O Télio Navega e o Rodrigo Fonseca devem estar com um orgulho danado dessa menina. Eu estou!

A Paramount (@ParamountBrasil), assim como os ex-namorados de Ramona, amada do protagonista Scott Pilgrim (Cera), irá sucumbir ante a pressão das redes sociais, tenho certeza. E se nós, juntos, conseguirmos, o Globo terá que organizar para os blogueiros uma sessão exclusiva do filme. Topa o desafio, Erika Azevedo? Ou vai amarelar? Peida não, hein… Estou te dando uma moral enorme.

E a pergunta, necessária, que não quer calar: Erika, você realmente curte os quadrinhos ou faz parte do clube que tem uma quedinha pelo jeito nerd-romântico de Michael Cera? Fale a verdade… Você não irá cair no meu conceito. Só vou dar uma zoadinha de leve, dependendo da resposta.

Outro assunto que eu gostaria de compartilhar com os leitores, e que ainda envolve a editoria de cultura do jornal…

Alguém reparou no Bonequinho de batom, laço de fita e saia que atende pelo nome de Susana Schild? Eu reparei… E quero saber: quem é miss Schild?

Seria um pseudônimo de Tom Leão, que resolveu adotar um tom (sem trocadilho) mais moderado sem macular sua imagem anárquica?

Alguém que ficou anos trancada na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e era alimentada pelo Ely Azeredo numa caixa de rolo de filme vazia?

Who is she?

Isso dava até uma pautinha. Num universo ainda muito saturado pelo gênero masculino – pelo menos nos veículos tradicionais −, eis que surge uma crítica que vem escrevendo regularmente excelentes textos.

Não me lembro da última vez que, aqui no Brasil, li alguma análise estética, fora do universo virtual, de uma menina – com perfume Calvin Klein CK One, creme hidratante e tudo. Graças a Deus as coisas estão mudando, e para melhor. Lisa Cholodenko não me deixa mentir.

Acredito que a forma singular de as mulheres perceberem a realidade enriquece as interpretações; a sensibilidade feminina consegue ler dramatizações de formas que seriam impossíveis para os homens. Acho que o jornal deve meter logo uma saia e um laço de fita naquele desmilinguido e pronto: teremos uma modelo enxuta muito inteligente – pouca gordura e muito cérebro.

Carlos Eduardo Bacellar

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4 Comentários

Arquivado em Carlos Eduardo Bacellar, Filmaço!!!

4 Respostas para “Os Doidos fecham com o Bonequinho, digo, Bonequinha, na militância para que “Scott Pilgrim contra o mundo” tenha vez no circuito carioca

  1. Paulo Henrique Souto

    Bacelar meu caro não deu pra entender, você desconhece Suzana Schild? Jornalista de cinema, anos de Jornal do Brasil, hoje roteirista dos filmes de Roberto Bomtempo. Talvez seja um erro de visão da minha parte , mas o seu texto me confundiu, e pode confundir os jovens deste pais sem memória…com carinho. Bj. Paulo Henrique

    • A culpa é minha, Paulo Henrique. Desta vez, pode me colocar na conta dos jovens sem memória.
      A Susana não tem nada a ver com a minha ignorância. O erro é só meu.
      Ninguém melhor que você para me dar esse puxão de orelha.
      Vou remediar.
      Abraços!
      CEB

  2. Opa, acho muito legal a iniciativa! É bom ver mídia e público unidos independente da causa.

    Porém…
    “Acredito que a forma singular de as mulheres perceberem a realidade enriquece as interpretações; a sensibilidade feminina consegue ler dramatizações de formas que seriam impossíveis para os homens.”

    Em pleno ano de 2010 com diversas questões de gêneros sendo discutidas acho sua declaração no mínimo problemática. Seria uma boa rever os conceitos sexistas, hein? O que seria essa “sensibilidade feminina”?

    beijos

    • Hahahahahaha! Sei que você torce o nariz para a expressão “sensibilidade feminina”. Vou conversar sobre isso com meu analista, Taís. Mas a minha intenção foi das melhores.
      Sinceramente, acho que as mulheres vão dominar o mundo. E, com alguma sorte, vou ser destacado para ser escravo sexual de uma mega empresária com traços exóticos ao estilo Maggie Q. Perdoe-me se pareci machista, ok?
      Abraços!
      CEB

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