Aparecida. O Milagre.

Sou sincera: é difícil fazer um relato imparcial de “Aparecida O Milagre”, filme que estreia em circuito comercial no dia 17 de dezembro. Não que eu seja católica ou devota de Nossa Senhora Aparecida. Este não é o caso.  Mais grave: é um filme feito por amigos muito queridos, daqueles que a gente simplesmente ama e acaba achando lindo tudo que eles fazem. Se bem que falo de amigos muito competentes. Fazer o quê? Bom, amem (quem vos escreve) sem julgamentos e perdoem quaisquer exageros desde já. 😉


“Aparecida O Milagre”, de Tizuka Yamasaki, produzido por Glaucia Camargos e Paulo Thiago e distribuído pela Paramount Pictures, conta a história de Marcos (na infância, o fofo mirim Vinicius Franco, e na idade adulta, o moço talentosíssimo e gatíssimo do Araguaia Murilo Rosa) que tem sua vida transformada por um milagre de Nossa Senhora Aparecida.

Marcos é um empresário bem-sucedido de Aparecida. Da infância simples, carrega o amor por Sonia (Leona Cavalli, incrível!) e a lembrança afetuosa do pai-parceiro (Rodrigo Veronese, ator de que gosto muito desde “Pequena Travessa”, novelinha do SBT), morto enquanto trabalhava na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

Creditando a morte de seu pai à Padroeira do Brasil, Marcos persegue sua vida de forma materialista e cética. Desprovido de sentimentos, nem o filho Lucas (Jonatas Faro) é capaz de amolecer o coração do pai. Afinal, tudo o que ele menos quer é o filho ator. Treme (e só!) quando colocado à frente daquela(s) mulher(es): Sonia, mãe de seu filho, e Beatriz (Maria Fernanda Cândido, lindaaaaaa!), sua fiel e competente escudeira.


Mas o profissional focado é posto em cheque quando a vida de seu filho entra em jogo. A batalha pela sobrevivência de Lucas, vitimado por um grave acidente, fala mais alto e faz com que Marcos retorne às suas origens, nas conversas com Julia, sua mãe (Janaína Prado, na primeira fase, e Bete Mendes, na segunda), e peça à Santa por um milagre.

É história das mais emocionantes para conferir no cinema mais perto de você, a partir do dia 17 de dezembro! Bora, meu povo! Este é o ano do cinema brasileiro!

P.S. Tizuka, nossa craque sabe-tudo-de-cinema, seus pedidos de “não vale chorar!” não deram em nada. Você viu como eu fiquei, né? E um recadinho: vai filmar bem assim lá em casa!

P.S.’ Outro ponto alto do filme é a trilha sonora do Paulo Francisco Paes, o Kiko. Meu amiguinho de infância será o novo Antonio Pinto do Cinema Brasileiro. Aguardem!

P.S” Murilo Rosa não para de colecionar boas atuações: “Orquestra dos Meninos”, “Como Esquecer”, “Aparecida O Milagre”. Agora eu quero ver “No Olho da Rua”, que já passou (até) em Cannes este ano e aqui nada!

Helena Sroulevich

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Helena Sroulevich, Quase uma Brastemp

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s