Não há esperança para “Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas”

Para quem achou incrivelmente original a proposta de “Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas” (2010), do tailandês Apichatpong Weerasethakul (duvido que você consiga repetir três vezes), aconselho assistir atentamente à obra-prima da animação “A Princesa Mononoke” (1997), do mestre nipônico Hayao Miyazaki.

O entendimento panteísta de AW, envelopado numa estética complexa e pouco palatável (“Espada Justiceira, dê-me visão além do alcance!”), com toda certeza sofreu, em sua concepção, influências do universo — gaimaniano de olhos puxados — de Miyazaki.

No filme, o jovem Ashitaka, responsável pela segurança de sua aldeia, é infectado no combate contra o demônio Tatarigami e parte numa jornada em busca do antídoto para a maldição. No caminho, Ashitaka se envolve no conflito entre os deuses da floresta e a líder da colônia mineira Tatarava — espécie de siderúrgica do Japão feudal. Um libelo pela preservação da natureza (somente subjacente à trama de perfeição gráfica inebriante) que passa longe da pieguice do politicamente correto ao ser embebido no fantástico e receber os tons mágicos da paleta de Hayao Miyazaki.

Alugue sem medo. Pode confiar. Depois conversamos…

Carlos Eduardo Bacellar

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