La Piel que Habito

Não adianta. Pedro Almodóvar é o rei da transgressão. E eu poderia parar por aqui.

Fã de carteirinha do rapaz (quem me conhece, sabe…), tenho aquela predisposição para amar tudo que ele faz. Mas não é gratuito. Juro. O cara ousa completamente. Em tudo. Em “La Piel que Habito”, parte da mostra competitiva aqui de Cannes, conta a história de amor, “re-amor”, ódio, vingança e sangue — muito sangue — que envolve a troca de sexo (i.e. vaginoscopia) de Vicente/Vera (Jan Cornet/Elena Anaya) pelo cirurgião plástico Robert (Antonio Banderas, DEMAIS!). Nas entrelinhas, Almodóvar ainda critica os métodos inescrupulosos e politicamente incorretos, como o uso de transgênicos, que “doutores” usam para operar pacientes.

Este é daqueles filmes que TÊM QUE SER vistos. Ponto final. Almodóvar no alto da maestria (aliás, que roteiro!!). Meu pai saudoso, Nei Sroulevich, adoraria! É o tipo de filme dele. Aliás, as comuns tiradas brasileirinhas, também parte deste filme, que revelam um afeto especial de Almodóvar pelo nosso país, não devem ser gratuitas. Almodóvar ganhou o Brasil e a América Latina com “O Matador” (1986) e “A Lei do Desejo” (1987) no antigo FestRio. E quem dirigia o Festival era o papai. Ou seja, o mundo dá voltas, mas sempre cai no mesmo ponto. 😀

Helena Sroulevich

P.S. Minha ótima professora de redação Raquel Falabella diria para eu jamais começar um texto com “Não”. Mas NÃO teve jeito. Porque, SIM, Almodóvar é o rei da transgressão.

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Arquivado em Filmaço!!!, Helena Sroulevich

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