Cadê os outros filmes europeus baseados na Trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson?

Ao perceber que a simbologia de suas ações poderia ser decodificada pelo mundo como instrumento político do Tio Sam, o Super-Homem, que não tem vocação para títere ideológico, anunciou recentemente que vai renunciar à cidadania americana.

Para evitar que o número de passaportes diminua nas estatísticas oficiais, o governo americano resolveu cooptar ideias do outro lado do Atlântico, carimbar a águia — ave de rapina não seria a forma substantiva com a conotação mais apropriada? — da liberdade (?) no ativo imaterial e reformatá-lo para atrair mais alguns milhões de dólares para a indústria hollywoodiana.

Os três romances da Trilogia Millennium — best-sellers da lavra do jornalista e ativista político sueco Stieg Larsson (1954-2004) — já foram transpostos para a telona e lançados na Europa em 2009, e timidamente nos EUA em 2010. Os filmes, coproduzidos por Suécia, Dinamarca e Alemanha (no rateio de produção do precursor da franquia ainda entrou a Noruega), foram dirigidos por Niels Arden Oplev (“The girl with the dragon tattoo”) e Daniel Alfredson (“The girl who played with fire” e “The girl who kicked the hornet’s nest”).

Por aqui, só o primeiro filme viu a luz, ou melhor, a escuridão de algumas salas de cinema. Apesar da qualidade estética e do excelente desempenho de Noomi Rapace, encarnação sueca da hacker Lisbeth Salander (alma dos livros e filmes), a produção teve vida curtíssima no circuito comercial. Talvez a língua nórdica, mesmo desmistificada pelas legendas, cause estranhamento e afaste o público.

Agora, infelizmente, só escutamos falar do remake americano, dirigido por ninguém menos que David Fincher (“A rede social”). No elenco, Daniel Craig como o jornalista Mikael Blomkvist e (a gatíssima!!!) Rooney Mara como Salander. Mais informações sobre a versão americana você confere no texto da jornalista Erika Azevedo, publicado no blog do Bonequinho.

Os figurões do cinema americano devem confiar muito no 007 Daniel Craig para não repetir a mesma cagada que fizeram com o roteiro do sueco “Deixa ela entrar” (Tomas Alfredson, 2008), que não pode ser comparado ao remake ianque sob responsabilidade de Matt Reeves, lançado em 2010, cujo título original é “Let me in”.

No Brasil, os livros de Larsson foram lançados com os seguintes títulos: (1) Os homens que não amavam as mulheres, (2) A garota que brincava com fogo e (3) A rainha do castelo de ar. O Doidos publicou resenha do primeiro filme à época do lançamento no país. Leia aqui.

Quem não leu os livros só pode estar de brincadeira!

Carlos Eduardo Bacellar

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