Militância política de Michael Bay: o lado (contra o) negro de Transformers 3

Fonte: Mondo Tees (via Alt World)

O aviso é mais um artifício publicitário do que qualquer outra coisa — sei que você vai ler mesmo. Mas é sempre bom informar… SPOILERS!!!

Michael Bay aproveita “Transformers (3): dark of the moon” para sinalizar sua insatisfação com os rumos da política americana:

1) Sam Witwicky, personagem de Shia LaBeouf, na busca por emprego, tenta capitalizar a seu favor distinção que recebeu do presidente Obama por serviços prestados ao país. Só que o tiro sai pela culatra ao ostentar, durante uma entrevista de seleção, sua honraria num reduto Republicano. Obviamente ele não consegue o trabalho;

2) A Casa Branca da gestão Obama não consegue manter em seu staff Carly, interpretada pela divindade inglesa Rosie Huntington-Whiteley (que importa se ela tem talento ou não?), a quem Michael Bay (sabiamente) parece valorizar mais do que qualquer robô gigante. Rosie, carro-chefe da máquina de divulgação de “Transformers (3)” — não resisti ao trocadilho –, certamente  possui em seu contrato cláusula determinando que ela seja a garota-propaganda do filme em todos os eventos para o público e a imprensa. Afinal, quem está interessado em Shia? Bola fora do RH do governo ianque (e bola dentro do departamento de marketing responsável pela divulgação da produção );

3) Chicago, cidade de Obama, escolhida para ser o quartel-general da nova ordem robótica mundial, é devastada numa luta entre humanos e robôs. E Bay escolhe um dos prédios do milionário Donald Trump, que recentemente questionou a nacionalidade do líder dos EUA, para protagonizar uma das locações na cidade. Chicago se torna tão inóspita como Cybertron.

Desconheço as preferências políticas de Michael Bay, mas acho que o diretor não está muito satisfeito com o governo Barack Obama… A indústria hollywoodiana, por meio da força de um de seus blockbusters, levanta a bandeira amarela para o Comandante em Chefe.

Sei não… Se eu fosse concorrer à presidência dos EUA, gostaria de ter Autobots e Decepticons jogando no meu time. E, claro, Rosie Huntington-Whiteley seria minha secretária particular.

Carlos Eduardo Bacellar

p.s. O roteiro sem pé nem cabeça, da lavra de Ehren Kruger, reponsável pelo texto de filmes como “Pânico 3” (2000) e “O chamado”(2002), além da segunda produção da franquia baseada nos brinquedos da Hasbro, “Transformers (2): Revenge of the Fallen”, não pode ser detratado. Ele só serve de substrato para que “Transformers (3)” cumpra sua missão: colocar as cenas de ação envolvendo os robôs em segundo plano — em primeiro estão as curvas de Rosie Huntington-Whiteley — e entreter, sem nenhuma pretensão artística. Senta na poltrona e relaxa. Eles só querem o seu dinheiro, não seus neurônios.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Aprecie com Moderação (dá um caldo), Carlos Eduardo Bacellar

Uma resposta para “Militância política de Michael Bay: o lado (contra o) negro de Transformers 3

  1. Pingback: Barack Obama responde a Michael Bay | Doidos por Cinema

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s