Transar x Gostar

É tão fácil vender “Amor e outras drogas” (2010) quanto Viagra. Anne Hathaway, na pele da personagem Maggie, com os seios à mostra praticamente o tempo todo (um viva para os roteiristas e a direção!), encanta o promíscuo Jamie, interpretado por Jake Gyllenhaal, que resolve largar a vida bandida por ela.

Decantando toda água com açúcar da história eu-quero-você-mesmo-quando-você-desistiu-de-viver-e-finge-que-não-me-quer-porque-acha-que-sabe-o-que-é-melhor-para-mim, os personagens de Anne e Jake nos fazem refletir sobre o amor.

Eles percebem, quase tarde demais, que joguinhos e máscaras vão afastá-los um do outro — justamente no tão temido momento em que tesão e sentimento convergem, formando um elo quase inquebrantável, muitas vezes assustador. E Jamie, purgando-se da devassidão com o sorriso (e todo resto) de Maggie, descobre que não quer mais transar com todas as mulheres do mundo, só com ela.

Especialista na arte da conquista, como Will Smith em “Hitch”(2005), o garanhão Jamie se perde completamente por Maggie quando o sexo fica em segundo plano, e ele entende a diferença entre transar e gostar.

Palavras… Não significam nada quando Anne Hathaway tira a roupa. Só aluguei mesmo porque me garantiram as partes dos seios de fora. Ei! Ninguém é de ferro!

Carlos Eduardo Bacellar

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Arquivado em Aprecie com Moderação (dá um caldo), Carlos Eduardo Bacellar

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