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Missão dada é missão cumprida


Mikael Blomkvist (Daniel Craig) é repórter da Revista Millennium; que vê seu prestígio ruir após ser condenado por difamação. Buscando restabelecer sua idoneidade, o jornalista aceita o convite do empresário Henrik Vanger (o rouba-cenas, Christopher Plummer) e muda-se temporariamente para uma cidadezinha ao norte da Suécia. A missão é investigar o caso de desaparecimento da sobrinha Harriet.

Dias e noites são necessários para que Mikael reúna provas. A disputa de poder na família Vanger, sua aparente simpatia ao Nazismo e alusões ao Antigo Testamento presentes em uma caderneta deixada por Harriet parecem ser a chave para desvendar o mistério em torno de seu sumiço. Mas Mikael empaca. Lisbeth Salander (a merecidamente indicada ao Oscar Rooney Mara), competente hacker, outrora recrutada por Henrik para reunir informações sobre a vida de Mikael,  é então convocada a unir-se ao detetive. E junto a ele, esclarece o caso Harriet e desmascara um serial killer de mulheres judias. Missão cumprida.

Acostumado com pistas e armadilhas a la 007, Daniel Craig faz Mikael Blomkvist com um “pé nas costas”. E não surpreende. David Fincher tem brilho: melhora a versão sueca cheia de hiatos de roteiro com montagem rítmica e trilha sonora “suor frio nas mãos”. Já Rooney Mara é mais que eficaz na “punk por fora, menina frágil por dentro” Lisbeth. De armadura robusta, sóbria, cheia de tatoos & piercings, beirando a mulher desinteressante, ela enfrenta todos para, na verdade, enfrentar a si própria.

Helena Sroulevich

p.s. Lisbeth descobre seu sex appeal na relação com Mikael. E a improbabilidade deste “casal”, elemento narrativo da Trilogia Larsson, é algo que Fincher não deu conta de explicar: a relação dos dois em tela beira o grotesco. Mas absolvo o Fincher. A “derrapada” foi por  fidelidade à obra.


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Lisbeth Salander sem censura

Liberado o pôster proibido para menores de 18 anos do remake hollywoodiano de “The girl with the dragon tattoo”, transposição para as telas do primeiro romance da Trilogia Millennium (Os homens que não amavam as mulheres), produto da criatividade e militância do jornalista e ativista político sueco Stieg Larsson (1954-2004).

Dirigida por David Fincher, a versão americana traz Daniel Craig como o jornalista pegador Mikael Blomkvist e Rooney Mara como a hacker Lisbeth Salander.

A imagem foi publicada hoje no Omelete. Segundo os cozinheiros do site, o filme estreia nos EUA no dia 21 de dezembro. No Brasil, em 10 de fevereiro de 2012.

Sabe qual foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando vi a imagem? Ah!, se eu fosse o Magneto!

Carlos Eduardo Bacellar

p.s. Tá bom… Já entendi… Chega de Lisbeth Salander. Por enquanto…

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Cadê os outros filmes europeus baseados na Trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson?

Ao perceber que a simbologia de suas ações poderia ser decodificada pelo mundo como instrumento político do Tio Sam, o Super-Homem, que não tem vocação para títere ideológico, anunciou recentemente que vai renunciar à cidadania americana.

Para evitar que o número de passaportes diminua nas estatísticas oficiais, o governo americano resolveu cooptar ideias do outro lado do Atlântico, carimbar a águia — ave de rapina não seria a forma substantiva com a conotação mais apropriada? — da liberdade (?) no ativo imaterial e reformatá-lo para atrair mais alguns milhões de dólares para a indústria hollywoodiana.

Os três romances da Trilogia Millennium — best-sellers da lavra do jornalista e ativista político sueco Stieg Larsson (1954-2004) — já foram transpostos para a telona e lançados na Europa em 2009, e timidamente nos EUA em 2010. Os filmes, coproduzidos por Suécia, Dinamarca e Alemanha (no rateio de produção do precursor da franquia ainda entrou a Noruega), foram dirigidos por Niels Arden Oplev (“The girl with the dragon tattoo”) e Daniel Alfredson (“The girl who played with fire” e “The girl who kicked the hornet’s nest”).

Por aqui, só o primeiro filme viu a luz, ou melhor, a escuridão de algumas salas de cinema. Apesar da qualidade estética e do excelente desempenho de Noomi Rapace, encarnação sueca da hacker Lisbeth Salander (alma dos livros e filmes), a produção teve vida curtíssima no circuito comercial. Talvez a língua nórdica, mesmo desmistificada pelas legendas, cause estranhamento e afaste o público.

Agora, infelizmente, só escutamos falar do remake americano, dirigido por ninguém menos que David Fincher (“A rede social”). No elenco, Daniel Craig como o jornalista Mikael Blomkvist e (a gatíssima!!!) Rooney Mara como Salander. Mais informações sobre a versão americana você confere no texto da jornalista Erika Azevedo, publicado no blog do Bonequinho.

Os figurões do cinema americano devem confiar muito no 007 Daniel Craig para não repetir a mesma cagada que fizeram com o roteiro do sueco “Deixa ela entrar” (Tomas Alfredson, 2008), que não pode ser comparado ao remake ianque sob responsabilidade de Matt Reeves, lançado em 2010, cujo título original é “Let me in”.

No Brasil, os livros de Larsson foram lançados com os seguintes títulos: (1) Os homens que não amavam as mulheres, (2) A garota que brincava com fogo e (3) A rainha do castelo de ar. O Doidos publicou resenha do primeiro filme à época do lançamento no país. Leia aqui.

Quem não leu os livros só pode estar de brincadeira!

Carlos Eduardo Bacellar

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