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Deixa ela entrar na tua casa

Assim, como quem não quer nada, o canal MAX, da HBO, sem muita badalação, estreou na sua programação a produção sueca “Deixa ela entrar” (2008), de Tomas Alfredson — antes mesmo da chegada (já atrasada) do filme às locadoras. Ponto para os canais pagos.

Alfredson subverte o cânone de Bram Stoker e reinventa a estética de filmes de vampiro ao retratar o romance do retraído Oskar (Kåre Hedebrant), 12 anos, e a vampirinha Eli (Lina Leandersson), que, apesar de aparentar a mesma idade do menino — por causa da maquiagem dos sonhos de toda mulher, incluída no pacote da maldição –, carrega muita história por trás de seu olhar enigmático.

O amor improvável nasce do compartilhamento das carências que minam a sensação de pertencimento dos dois. O ingrediente sobrenatural, à moda “O feitiço de Áquila” (1985), desta vez aproxima almas improváveis — que encontram nas fragilidades do companheiro o encanto para fortalecer o relacionamento.

Confie em mim… Ninguém vai se lembrar de Bella e Edward depois deste filme. Ah, sim… Vem um remake americano por aí. Espero que os ianques não estraguem tudo (difícil…).

Veja os dias e horários das próximas exibições no MAX clicando aqui.

Carlos Eduardo Bacellar

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E os indicados são…

A simpática Tati, autora do espirituoso blog E os indicados são…, que este Doido lê sempre, comprou uma dica minha (que honra!) e postou lá no espaço dela: Melhor ressuscitação.

Comentei com ela acerca da cena que, na minha opinião, é a melhor cena de ressuscitação da história do Cinema: Bud Brigman (Ed Harris) trazendo Lindsey Brigman (Mary Elizabeth Mastrantonio) de volta à vida em “O segredo do abismo” (1989), do avatariano James Cameron.


Gostei da brincadeira, Tati. Acho que essas trocas deveriam rolar mais… E já que você provocou a fera… Quer saber mais uma? Então aí vai…

A mais romântica troca de mensagens em código morse da história do Cinema: Oskar e a vampirinha Eli que, mesmo separados por uma parede, ou por um caixão, conseguem trocar juras de amor e carinho em “Deixa ela entrar” (2008), produção dirigida pelo sueco Tomas Alfredson que revolucionou o tema. Fofo!

“S.O.S: Saudades da minha sanguessuga favorita”

O filme levou o Oscar do meu coração.

A gente ainda vai trocar muito, Tati. Obrigado pelo carinho 🙂

Beijos do amigo!

Carlos Eduardo Bacellar

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Fui mordido

“Deixa ela entrar” − filme que extrapolou as pretensões mais enlouquecidas de Bram Stoker e revolucionou o gênero −, do diretor sueco Tomas Alfredson, apesar de ter sido lançado em 2008, merecia ser concorrente vitalício ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

A história de amor entre a vampirinha Eli (Lina Leandersson) e o tímido e inocente menino Oskar (Kare Hedebrant) arrebata. Fui mordido e estou contaminado por toda eternidade. Minha colega de blog, Helena, escreveu uma crítica bem bacana sobre o filme: https://doidosporcinema.wordpress.com/2010/01/29/ela-entrou/

Vale a pena conferir (os dois: filme e crítica)!

Carlos Eduardo Bacellar

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Ela entrou!

O coquetel menino-carente-pré-adolescente-tímido-alvo-de-chachota é saguinário. Oskar, inocente, “Deixa ela entrar”, como quem não quer nada, e a cumplicidade (e o amor amigo!) se revela(m) através de experiências, desejos, segredos e dificuldades compartilhados.

Filmes como “A Hora do Espanto”, “Amor à Primeira Mordida” ou a saga “Crepúsculo” não fazem o meu gênero. Anne Rice me levou à “Entrevista com o Vampiro”. Tarantino mereceu que eu tomasse “Um Drink no Inferno”. O poderoso chefão Coppola me deu dever de casa com “Drácula”.  E meu entendimento acerca de vampiros começa e termina por aí.  Gosto de Drama.

Tomas Alfredson é um talento de Diretor. O roteiro dispensa falatórios quando câmera, luz e quadro dissecam os dramas: da solidão, da pré-adolescência, da velhice, da entrega, da necessidade de se enquadrar em um mundo em que, muitas vezes, é preciso matar para viver, destruir para ressurgir.

Deixa ela entrar é uma poesia da (atual) realidade de um pré-adolescente em formação. A vampirinha Eli entra no mundo imaginário e autodestrutivo de Oskar e passa a representar a compreensão das suas limitações e a possibilidade de crescimento que ele tem. Unidos – pelo bem ou pelo mal – experimentam a superação e os extremos dos atos de amor.

Helena Sroulevich

P.S. Como em qualquer história vampiresca, tudo começou na calada da noite de Natal, quando um súbito e-mail manchou meu inbox com o subject Deixa ela entrar. “Estou falando sério, Helena. Vá ver esse filme hoje, ou melhor, amanhã (faltam dez minutos para o dia 26).” Deixei ela entrar graças ao meu amigo e companheiro de blog Carlinhos e já assisti ao filme duas vezes no cinema. Se você estiver no Rio, não perca. O filme acaba de virar a semana no Estação Botafogo.

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