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Conta do Oscar

A galera aqui do blog fez suas apostas no dia 14 de fevereiro.

Confira o post: https://doidosporcinema.wordpress.com/2010/02/14/bolao-do-oscar/

Com dor tarantiniana e percebendo que em briga de marido e ex-mulher, só a Academia para meter a colher, anuncio as 16 categorias avaliadas, e o saldo da disputa interna:

Melhor filme:  “Guerra ao Terror” (ponto para CB – e há quem duvide do poder da boca de urna… Lamentável!)

Melhor direção: Kathryn Bigelow (ponto para CB)

Melhor ator: Jeff Bridges (ponto para CB e EV)

Melhor atriz:  Sandra Bullock (ponto para CB e EV)

Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz (ponto para CB, EV e HS)

Melhor atriz coadjuvante: Mo’nique (ponto para CB, EV e HS)

Melhor animação: Up (ponto para CB, EV e HS)

Melhor filme estrangeiro: O Segredo dos Seus Olhos (ninguém acertou, mas eu fiquei MEGAFELIZ. É bem mais filme que “A Fita Branca”!)

Melhor direção de arte: Avatar (ponto para CB, EVe HS)

Melhor cinematografia: Avatar (ponto para CB e HS)

Melhor montagem: Guerra ao Terror (ponto para EV e HS)

Melhor som: Guerra ao Terror (ponto para HS)

Melhor edição de som: Guerra ao Terror (ponto para HS)

Melhores efeitos visuais: Avatar (ponto para CB, EV e HS)

Melhor roteiro original: Guerra ao Terror (niguém levou e eu, sinceramente, quero saber onde os acadêmicos viram roteiro neste filme… sem falar nos escândalos que antecederam a cerimônia!)

Melhor roteiro adaptado: Preciosa (ninguém levou e, como diria meu amigo Carlinhos Mattos, depois de ver Truffault quem é que engole “Preciosa”?)

Carlos Eduardo Bacellar (CB): 10 acertos

Edu Valverde (EV): 8 acertos

Helena Sroulevich (HS) : 9 acertos

Bom, a responsabilidade de assistir a “O Mistério de Feiurinha” e criticá-lo, é do Edu. Como a gente tem que ser solidário com os amigos até no pior dos mundos, Edu, eu vou contigo. É só marcar. Mas faça isso antes que eu pegue o primeiro avião com destino a Los Angeles e dê na cara do Tom Hanks. Pela primeira vez, quis amassar aquele narigão.  Correndo em direção ao palco, mais parecia reencarnar o “Forrest Gump”. E protagonizou a apresentação de melhor filme mais desglamourosa da História da Academia. Pega pelo braço, Kathryn Bigelow não terminara de se refazer do primeiro susto, e já era lançada ao palco novamente. Ela tentou, mas o tico e o teco travaram e suas  sinapses não encontraram ressonância nas distintas árvores das almas espalhadas pela plateia. A bem da verdade é que nem ela, nem eu, nem ninguém, entendeu o grande prêmio. Wilker até que se virou bem na transmissão da Globo, afunilando as opções “acadêmicas” em dois grupos: os mega e os nano-orçamentos… mas, mesmo assim, chamar o bagelow (pão da Bigelow) de tendência da cinematografia independente é demais! B.O. hollywoodiano por B.O hollywoodiano, “Bastardos Inglórios” é muito mais filme. Muito caído “Guerra ao Terror” levar a estatueta-mor. No Rio, só está em cartaz no Laura Alvim (e é o que chamamos de fim de circuito!). Vamos aguardar a mexida/reprogramação (será?) nas salas exibidoras na sexta-feira!

P.S. A sequencia Tom Hanks & Kathryn Bigelow merece ser “apreciada”.

Helena Sroulevich

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Bolão do Oscar!

Eis as nossas apostas! Quem vocês acham que tem mais chance de ganhar?

Ainda não definimos o premio do vencedor, mas o perdedor… ah, esse vai ter que assistir ao “Xuxa e o Mistério da feiurinha” no Madureira Shopping (no offense, é só porque é longe mesmo) num Sábado à tarde (ou seja, cheio de crianças histéricas) e postar sua resenha aqui no blog.

Nada contra o filme, somente porque o autor do livro disse que o filme tinha banca pra superar a bilheteria de “Avatar”. Então precisamos de uma crítica balizada para tal, não é mesmo?

Agora é aguardar pela abertura dos envelopes…

Edu Valverde

Melhor filme CEB EV HS
“Avatar” X X
“The blind side”
“Distrito 9”
“Educação”
“Guerra ao terror” X
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”
“Amor sem escalas”
Melhor direção CEB EV HS
James Cameron, “Avatar” X X
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror” X
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor sem escalas”
Melhor ator CEB EV HS
Jeff Bridges, “Crazy heart” X X
George Clooney, “Amor sem escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus” X
Jeremy Renner, “Guerra ao terror”
Melhor ator coadjuvante CEB EV HS
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The messenger”
Christopher Plummer, “The last station”
Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios” X X X
Melhor atriz CEB EV HS
Sandra Bullock, “The blind side” X X
Helen Mirren, “The last station”
Carey Mulligan, “Educação” X
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”
Melhor atriz coadjuvante CEB EV HS
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor sem escalas”
Maggie Myllenhaal, “Crazy heart”
Anna Kendrick, “Amor sem escalas”
Mo’Nique, “Preciosa” X X X
Melhor animação CEB EV HS
“Coraline”
“O fantástico Sr. Raposo”
“A princesa e o sapo”
“O segredo de Kells”
“Up – Altas aventuras” X X X
Melhor filme estrangeiro CEB EV HS
“Ajami”
“El secreto de sus ojos”
“The milk of sorrow”
“Un prophète”
“A fita branca” X X X
Melhor direção de arte CEB EV HS
“Avatar” X X X
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“The young Victoria”
Melhor cinematografia CEB EV HS
“Avatar” X X
“Harry Potter e o enigma do príncipe”
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“A fita branca” X
Melhor edição CEB EV HS
“Avatar” X
“Distrito 9”
“Guerra ao terror” X X
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”
Melhor roteiro original CEB EV HS
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios” X X X
“The messenger”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”
Melhor roteiro adaptado CEB EV HS
“Distrito 9” X X
“Educação”
“In the loop”
“Preciosa”
“Amor sem escalas” X
Melhores efeitos visuais CEB EV HS
“Avatar” X X X
“Distrito 9”
“Star trek”
Melhor som CEB EV HS
“Avatar” X X
“Guerra ao terror” X
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Transformers: A vingança dos derrotados”
Melhor edição de som CEB EV HS
“Avatar” X X
“Guerra ao terror” X
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Up – Altas aventuras”

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A fita branca -e preta- de Haneke

Michael Hanake, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, conseguiu algo que há muito tempo não se vê na tela grande, provocar e encantar a audiência ao mesmo tempo.

“A Fita Branca” conta a história de um vilarejo protestante no Norte da Alemanha pré I Guerra Mundial, onde temos as relações humanas ainda muito pautadas em disciplina religiosa e moral. A trama se desenrola mostrando a intimidade das famílias daquele lugar, especialmente em como os pais disciplinam e educam seus filhos de maneira extremamente rigorosa, porém, um tanto comum àquela época.

O filme é narrado muitos anos após os eventos por um morador da vila, que por mais que seja um dos personagens ativos da trama, se encontra às margens do que acontecia dentro das casas. Por isto mesmo, ele inicia a narração alertando a platéia de que nem tudo que ele vai contar pode ser verdade, já que ele ou não presenciou os fatos ou soube somente através de outras pessoas.

Uma série de misteriosos atos violentos ocorre no vilarejo, acabando com a tranqüilidade e a paz do local. O enredo vai entregando respostas cruzadas e incompletas, como um papel rascunhado, rabiscado, rasgado… para cada evento no filme, há diversas explicações lógicas e possíveis, o diretor deixa o trabalho de encontrar as respostas para a platéia. Ao fim da película, não temos certeza para afirmar nada; e é exatamente isto que Hanake quer; que a platéia se sinta obrigada a refletir e questionar a natureza humana.

Muitos vão associar o filme à fertilização do solo para o nascimento do regime nazista na Alemanha pós I Guerra. Pode ser. A escolha do país germânico não foi a esmo, mas a história poderia ter acontecido em qualquer lugar, como o próprio diretor afirma.

A fotografia de Christian Berger é esplendida, inspirada no trabalho do fotógrafo alemão August Sander, já faturou três prêmios, inclusive NSFC, e mereceria a estatueta.

Enfim, recomendo fortemente o filme, cinco rolinhos! Aposto que sai vencedor dos dois prêmios aos quais foi indicado pela Academia.

Falando em apostas, meu próximo post será sobre o Bolão do Oscar que os três desocupados deste blog levantaram.

Edu Valverde

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A emoção e o poder do Esporte

Expectativa é tudo. Nenhuma alma me mandou assistir a este filme: “Invictus”. Gosto de Clint Eastwood. Nunca me empolguei muito com Morgan Freeman, especialmente nos últimos anos. Mas quem, além dele, poderia fazer o papel de Nelson Mandela? Jack Nicholson, de repente? Não, só o Morgan mesmo. Matt Damon tem minha simpatia só e somente pela franquia “Jason Bourne”: três filmaços. E assim a partida foi iniciada.

A história gira em torno da ascensão de Mandela à Presidência de uma nova África do Sul: sem identidade, marcada pelas cicatrizes do apartheid; ao mesmo tempo em que o país se prepara para sediar a Copa do Mundo de Rugby – esporte preferido dos colonizadores. Os negros sul-africanos, que cresceram jogando futebol (o nosso, claro!), rejeitam a seleção caucasiana de seu país, capitaneada por  François Pienaar (Jason Bourne, ops… Matt Damon).

A divisão racial é visível por todos os lados, e invisível nas raízes sociais e nas cabeças de todas as pessoas que cresceram cultivando e convivendo com a segregação. Os colonizados cresceram torcendo contra a seleção dos “Springboks”. E é a visão do líder Mandela que faz a diferença: contra tudo e todos, dá exemplo e abraça a seleção do país. Nelson Mandela sabia muito bem que uma nova nação não seria possível sem um objetivo comum, sem identidade e principalmente, sem perdão. O fascínio pelo esporte possibilita que um país inteiro se una, esquecendo todos os males da sociedade.

O ritmo da primeira metade do filme deixa a desejar, mas a parte final vale o ingresso. Clint dirige de forma magistral. A montagem combina belas fotografias com a emoção do esporte – um pouco antes de os letreiros subirem, a sala de cinema tinha se tornado um grande estádio de torcedores fanáticos para Joel Santana nenhum do rugby botar defeito – me senti torcendo pelo Brasil na final de uma Copa do Mundo de… Futebol! Difícil não se emocionar com o final do filme.

Será que é necessário dizer que esta produção foi enlatada para o Oscar? Acredito que as indicações de Diretor (Clint Eastwood), Ator (Morgan Freeman) e Ator Coadjuvante (Matt Damon) seriam merecidas… somente as indicações, claro. Vamos conferir a lista amanhã.

Edu Valverde

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Amor sem Escalas

George Clooney é um cara pintoso. Até eu, que sou tradicional, tenho que assumir isso. Sempre defendi que ele daria um perfeito James Bond, diz aí.

Em “Amor sem Escalas”, George encara Ryan, um cara que, com muito orgulho, diga-se de passagem, coleciona milhas aéreas ao cruzar os Estados Unidos pela American Airlines;* prestando serviços de desligamento de profissionais em um país economicamente caótico.

Veja bem:  eu mesmo sou um cara que volta e meia pego meus vôos (de executiva néam) e simplesmente odeio este clima de ar reciclado, filas, malas, check-ins e tais – juro que me cansa. Ryan, entretanto, não só adora, como se vangloria com o fato de ter aeroportos e aeronaves como seu verdadeiro lar. Para isso, desliga-se de tudo que evoca estabilidade such as família, casa e relacionamentos em geral.

É claro que a esta altura você já sacou o turning point do filme; realizado, de forma muito bem escrita. O foco está no valor das relações humanas em nossas vidas. Como santo de casa não faz milagre (é o povo que diz, gente!), George Clooney é um cara que beira os 50 anos de idade solteiro e sem ter uma relação monogâmica duradoura, how ironic.

O filme é ótimo e recomendado. Depois de tantas comédias românticas estilo Judd Apatow, a gente fica cansado de roteiros desconexos e improvisações de boas idéias. Desta vez, muito pelo contrário, temos uma sinopse duvidosa e um filme excelente.

Creio que tem chances de ganhar alguns prêmios, como roteiro original e melhor atriz coadjuvante para Vera Farmiga, o resto seria, ahm… exagero.

*Nota: O sentimento de que se trata de um filme institucional da AA ocorre algumas dezenas de vezes durante o filme.

Edu Valverde

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