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A sacanagem de Lars von Trier

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Carlos Eduardo Bacellar

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Arquivado em Aprecie com Moderação (dá um caldo), Carlos Eduardo Bacellar

Produto de um deprê nórdico de risinho melancólico

Fui atrasada ver Melancolia e, lamento, prefiro chamá-la Depressão. A propósito (sabe-se lá?), influenciada pela personagem Claire (Charlotte Gainsbourg), busquei pela Rede a referência astronômica ao planeta e nada, tristemente. Além de planeta destruidor numa ficção “científica”, Melancolia não é mais que um arremedo terminal da obra de von Trier: um pouco (muito) de “Medeia” ali, um tantinho de “O grande chefe” (Hitler?), “Dogville” e “Idiotas” num castelo em festa de casamento, além de, claro, um “Anticristo” como “leitmotiv” numa fornada fascista.

Talvez, diriam, o cineasta deva ser reconhecido como um precursor estético, mas o que se sabe mesmo é que lançou um tal de Dogma 95, receita de fazer filme na Dinamarca, uma doutrina prá fazer jus às suas preferências… Mas como faiscou uma porção de copiadores e discípulos seus em questão de década, azar, perdeu a graça.

No dinamarquês, tudo vem a calhar, até a sua bombástica declaração em Cannes: “Sou nazista” (Foi assim mesmo?). Autoproclamando-se ou não, o seu filme é isso aí. Valeu a dica. Vendo Melancolia, Hitler é compreensível, o Apocalipse vem embalado em bela trilha de Wagner, a Besta é um planeta e ele, o cineasta, candidato a um Nietzche na raia direita.

Tomando a trilha do filósofo alemão, o cineasta arrasa conceitos e ilusões da civilização, mas mergulha no extremismo. E o que repudio em Melancolia é precisamente este substrato. Ante a iminência do fim dos tempos — para o qual não se coloca pergunta ou resposta e nem filme –, Justine (Kirsten Dunst) é a louca precoce, John (Kiefer Sutherland) escolhe o suicídio, uma saída nórdica, e Claire, uma mulher de compaixão, propõe tomar uma taça de vinho, mas afinal se entrega ao terror. Antes, nas sequências da festa do casamento, a mãe (Charlotte Rampling) é a cicuta em pessoa e o pai (John Hurt), o bobo da corte. O casamento caminha como uma tarântula, rumo ao extermínio. No fim da obra, ao abrigo da “caverna mágica”, uns gravetos em triângulo, Justine , Claire e o menino, de mãos dadas, recebem o Apocalipse, deixando-nos na ausência de magia… E caberia aqui lembrar que o provável guru do cineasta — Nietzsche — sobreviveu muito além da apropriação nazista, pois para ele, era possível resistir!

Assim, não resisto aqui a um cotejo com a “Árvore da Vida”. Ao nos falar igualmente de morte, traz a ânsia do infinito, vibração dos confrontos, transcendência dos limites. Não teme o ser humano, ainda que ele possa ser apenas uma sedutora ilusão… Já Melancolia é só o produto de um deprê nórdico de risinho melancólico.

Claudia Furiati

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Arquivado em Estranhos no ninho

Deferência (regada a melancolia) de Lars von Trier ao expressionismo alemão (meu post de número 200!!!)

Para Camilla, que detestou este filme. Apesar disso, depois de ser obrigada a assistir a centenas de filmes comigo, recentemente ela relacionou a montagem de “Assalto ao Banco Central” (Marcos Paulo) à de “O plano perfeito” (Spike Lee), e me emocionou. Daqui a pouco ela estará escrevendo para o blog.

 melancolia (me.lan.co.li.a) sf. Tristeza sem causa definida, por vezes acompanhada de saudade.

A depressão como sintoma da predição. Não pense no vaticínio cartesiano, alicerçado em cálculos e probabilidades, na frieza dos números (ciência); mas, sim, na sensitividade de enxergar além, de (pres)sentir em seu âmago o que talvez ninguém mais seja capaz de intuir (experiência emocional exacerbada).

Caudatário das referências estéticas do expressionismo alemão, “Melancolia” (orçado em US$ 7,4 milhões), afogamento do diretor dinamarquês na subjetividade desencantada e esgarçadora amplificada pela iminência do apocalipse , hipnotiza o público (bem à moda do dr. Caligari) com uma sequência inicial de cenas oníricas, ao som de Tristão e Isolda, de Wagner, que remete às composições fotográficas do americano Gregory Crewdson. O fotógrafo ianque que inspirou os enquadramentos de abertura estilizados, sob responsabilidade de Manuel Alberto Claro, diretor de fotografia do longa , bem como o cinema americano (como percebemos nas produções de horror e nos filmes de gângsteres dos anos 1930-1940, assim como no cinema noir dos anos 1940-1950), foi influenciado por essa expressão artística que envolveu, além de cinema, pintura, literatura, poesia, teatro, música, dança.

Crewdson prestou atenção no trabalho de um grupo de poetas que, em 1911, fundou o chamado Neopathetisches Cabaret. A trupe dos versos defendia que as imagens literárias deveriam corresponder a atmosferas emocionais, e não a descrições “realistas” do mundo. Tais imagens, muitas vezes carregadas de visões catastróficas, foram apontadas posteriormente como premonições da guerra que estava por vir. Tal interpretação foi extraída das palavras da jornalista Laura Loguercio Cánepa.

Ela nos dá uma aula de Expressionismo no livro História do cinema mundial (Papirus Editora, 6a edição, 2010: organização de Fernando Mascarello), e lança as bases para um entendimento mais acurado da obra de Lars von Trier (e do próprio diretor). “O uso do adjetivo ‘expressionismo’ para um grupo de filmes realizados na Alemanha nos anos 1920 deriva de uma vertente da arte moderna que foi muito popular no país após a primeira Guerra: o Expressionismo.”

Laura recorre ao historiador Roger Cardinal para compreender melhor o signo expressionista, que ressalta as experiências emocionais do artista sob formas excepcionalmente vigorosas. Segundo Cardinal, ainda nas palavras da jornalista, o impulso criativo da arte expressionista origina-se de um compromisso com o primado da verdade individual, pois encara a subjetividade como comprovação daquilo que é real. Esse compromisso, aponta Cardinal, é o dogma central de uma corrente de pensamento filosófico originária do chamado pré-romantismo alemão do final do século XVIII conhecida como Sturm und Drang (tempestade e ímpeto). Artistas filiados a esse pensamento, influenciados por Shakespeare e Rosseau, defendiam a superioridade do “gênio original” do artista contra o intelecto (emoção x razão). Como observa Anatol Rosenfeld, escreve Laura, eles viam a incompatibilidade entre o tal “gênio” e a sociedade como um dos motivos fundamentais do que chamavam “dor do mundo”.

Justine (Kirsten Dunst), no filme de von Trier (que também assina o roteiro), foi amaldiçoada com a sensibilidade extrema. Junto com ela, o envenenamento pela “dor do mundo”. No primeiro ato do filme, ‘Justine’, acompanhamos a festa de casamento da personagem de Kirsten, agora esposa de Michael (Alexander Skarsgård, o vampiro Eric Northman do seriado True Blood), realizada numa mansão de campo isolada. O que começa como celebração degenera para situações constrangedoras, dinamitadas pelos conflitos entre os personagens. O verniz das aparências é maculado pela lavação de roupa suja entre Claire (Charlotte Gainsbourg), irmã da noiva, seu marido e patrocinador do evento, o abastado John (Kiefer Sutherland), além de Dexter (John Hurt) e Gaby (Charlotte Rampling), os pais das garotas enxaqueca, e a própria Justine, catalisadora das dissonâncias provocadas por suas atitudes inortodoxas.

O que num primeiro momento parecia ser uma versão de Foi apenas um sonho, de Richard Yates, escala para uma degeneração completa da etiqueta social quando Justine resolve realizar sua despedida de solteira na própria festa de casamento e, não bastasse isso, demonstrar toda sua repulsa por seu chefe, escamoteada (até aquele momento) por camadas de falsidade (que permitem relações civilizadas). Examinando cuidadosamente com suas câmeras aquele microuniverso se esfacelando, o diretor transparece a insatisfação destrutiva de Justine, sem desvelar escancaradamente os motivos. Novamente um tributo à estética expressionista que, além de sombria e enigmática, segundo Laura Cánepa, “usava em seus filmes a montagem tableau, em que cada plano se completava em si mesmo […]. Como descreve Elsaesser (ibid.), o progresso narrativo desses filmes era feito por descontinuidades, dando ao espectador, muitas vezes, o papel da construção elíptica.”

Logo von Trier descortina, de forma oblíqua, na construção dos diálogos, a razão de todos os medos: o possível choque do planeta Melancolia com a Terra.

O segundo ato, “Claire”, obedece a uma divisão da alma entre submissão e rebelião, em resposta ao medo da tirania e do caos, como destaca Laura ao interpretar a abordagem de Siegfried Kracauer no livro De Caligari a Hitler: uma história psicológica do cinema alemão livro que, assim como A tela demoníaca: influências de Max Reinhardt e do Expressionismo, de Lotte Eisner, é uma obra icônica acerca do tema. Optando agora pela panorâmica em lugar do close, von Trier transcende do micro para o macro, mostrando como o ser humano, delimitado pela sua pequenez, é insignificante. Mas a insignificância tem o seu papel (e os seus desdobramentos) no sentido estrito, bem como o fim do mundo retratado pelo realizador é insignificante no contexto amplo da história cósmica.

Temendo o fim, a depressão de Justine sufocada pela tirania do pensamento racional, que escolhe a mentira como forma de mascarar a dor se transforma em resignação (e compreensão da finitude), e as dúvidas de Claire se diluem no caos do desespero.

Não existe salvação no cinema do dinamarquês. E mesmo quando ela é tolerada, o preço cobrado é alto. Quem viu “Dançando no escuro” (2000) já entendeu isso. Uma afirmação emblemática do pessimismo do diretor talvez uma metáfora de como ele enxerga a putrefação das relações do homem não só com o outro, mas com tudo que o cerca, e a inexorabilidade de suas conclusões acerca disso é a bandeira sinalizando o buraco de número 19 no campo de golfe do milionário John, situado no mesmo terreno da mansão da discórdia. O campo só tem 18 buracos, ou seja, o 19 é inalcançável. Chegar lá é uma utopia, uma impossibilidade lógica. Mas Justine, nosso “gênio”, passa por ele e vai além. Não com a razão, mas com os delírios premonitórios aditivados pela emoção.

Claro, claro… Você quer que eu comente algo acerca da polêmica envolvendo o diretor em sua última passagem por Cannes… Aquela lambança verbal de von Trier, estigmatizado por supostamente fazer apologia do nazismo. Imbróglio que um curso por correspondência de media training e alguns remédios de tarja preta evitariam. Pois, bem… Como não possuo as habilidades sensitivas de Justine, o expressionismo alemão e as palavras iluminadas de Laura Loguercio Cánepa (já é musa intelectual!) me ajudam a ir além do buraco 18.

A jornalista, ao destrinchar a temática recorrente (tipologia de personagens e situações correntes) dos filmes ditos expressionistas, alerta que não apenas os psicopatas e os duplos demoníacos povoavam a imaginação dessas produções.

[…] o cinema alemão da época também se encarregou de dar ao mundo uma memorável galeria de monstros figuras fisicamente deformadas e igualmente ameaçadoras. As clássicas histórias de monstros guardam semelhanças com as dos filmes alemães, pois a alteração física e psicológica dos indivíduos no contexto da narrativa pode ser vista como consequência de um procedimento de deformação expressiva. É possível dizer, também, que os monstros satisfazem desejos reprimidos de onipotência e de liberdade instintiva, frequentemente colocados em pauta pela arte expressionista. […]”

Lars von Trier leu os estudos críticos sobre o expressionismo alemão da mesma forma que a Al-Qaeda e outros grupos extremistas islâmicos interpretaram o Alcorão. Uma definição mais prosaica das atitudes do dinamarquês seria: ele é dodói da cabeça!

E Laura complementa o raciocínio: “[…] nas histórias de monstros, há uma espacialização da noção de que o que horroriza é o que fica fora das categorias sociais conhecidas e aceitas o monstro vive geralmente em lugares marginais, o que também se encaixa nos procedimentos formais do cinema expressionista. […]” (o grifo é meu)

Dessa parte os responsáveis pelo Festival de Cannes já cuidaram.

Cheguei perto do green do buraco 19?

Carlos Eduardo Bacellar

p.s. O texto do crítico Carlos Alberto Mattos sobre “Melancolia” merece leitura atenta. Destaco a parte em que ele aponta algumas referências estéticas do mundo das artes (aula de história da arte) e do cinema de que Lars von Trier se valeu para conceber essa produção (além de uma menção honrosa à publicidade). Além disso, o xará postou link para um vídeo que mostra um pouco do trabalho realizado pela equipe de efeitos especiais do filme. Espero que ele não se importe se eu replicá-lo aqui. O crédito é dele.

p.s. 2 Sim, Kirsten Dunst (graças a Deus!) aparece nua no filme. Mesmo se você não gostar, já vai valer o ingresso.

p.s. 3 Acredito que o filme vai parecer extremamente chato para o grande público. A dinâmica da encenação me fez lembrar “O castelo” (1997), do diretor alemão Michael Haneke. É esperar para ver.

p.s. 4 Caso algum planeta estivesse realmente em rota de colisão com a Terra, a quem você recorreria? Eu sei! Clique aqui e saiba a quem eu pediria socorro.

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Anatomia da loucura

“Amor é uma palavra muito grande. Poucos podem se dar ao luxo de o ter conhecido.”

A chocante e indelével cena em “Irreversível” (2002), na qual a personagem incorporada pela atriz Monica Bellucci é estuprada em uma passagem subterrânea, é o cartão de visitas da ousada e perturbadora cinematografia do diretor e roteirista franco-argentino Gaspar Noé.

Polêmico e ácido na construção de seus roteiros, utilizando suas câmeras como testemunhas (omissas) – ou abutres ávidos por carniça − da exacerbação do lado negro do ser humano, o que muitas vezes o relega a seções, nas locadoras, de diretores que certamente seriam reprovados em exames psicotécnicos (setores que contemplam realizadores rorschachianos* como Quentin Tarantino, John Waters, Bigas Luna, David Cronenberg e Lars Von Trier), Noé possui obras de inquestionável qualidade estética, mas pouco difundidas. Mesmo tendo seu talento reconhecido no circuito mais autoral, seus trabalhos continuam sendo negligenciados pelos mais suscetíveis. Mas sem dúvida é um dos gênios do circuito marginal alternativo.

“Sozinho contra todos” (1998) é uma dessas produções que incomoda públicos acostumados com enredos mais leves, como o de “A noviça rebelde” (1965). Nada contra o filme de Robert Wise, muito menos contra a noviça imortalizada por Julie Andrews, só para deixar claro. Digamos que “Sozinho…” é um filme que não seria a pedida mais inteligente para um encontro romântico ou uma tarde de entretenimento com a família.

Depressiva e patética, a produção de Noé trata da história do açougueiro John Doe (ou seja, impessoalizado pela insignificância com que o diretor o ungiu), interpretado pelo excelente Philippe Nahon. Abandonado pela mãe aos 2 anos, ficou órfão de pai durante a segunda grande guerra. Com 6 anos, descobriu que seu pai foi um militante comunista executado num campo de concentração na Alemanha nazista. Após uma vida de sacrifícios, ele experimentou breve período de prosperidade administrando seu próprio negócio, mas agora se encontra no fundo do poço de “O chamado” (2002) – situação que teve como estopim uma atitude intempestiva −, digladiando-se com seus monstros internos.

“Nascer contra a sua vontade. Comer. Enfiar a pica. Dar vida. E morrer. A vida é um grande vazio. Sempre o foi e sempre o será.”

Fruto de um lar estilhaçado pelas contingências do mundo cão, e pai de uma menina por quem nutre desejos doentios, ele acaba preso ao interpretar de forma equivocada a mácula do desabrochamento de sua filha para a vida adulta. O ciúme se confunde com honra que se confunde com dever paterno catalisando uma fúria que ele resolve externar, com a sensibilidade de Michael Myers, no primeiro infeliz que aparece em seu caminho.

Após cumprir pena, destituído de todos os bens que possuía (materiais e imateriais) ele luta, desesperançoso, para conseguir encher a barriga e sobreviver até o dia seguinte. Pária social, torna-se um fantasma em uma França devastada pela guerra e seus reflexos. Acaba mergulhando na areia movediça de um segundo relacionamento, e encomenda um novo rebento. Enfurnado na casa da sogra com sua broxante mulher, padece na mediocridade e na falta de perspectivas de sua vida. Ele mesmo define sua existência como “um sombrio túnel.”

“Foder não vale a pena. Sai muito caro.”

O açougueiro, externamente um banana ao estilo do matemático David Sumner, em “Sob o domínio do medo” (1971), por dentro é consumido pela caldeira da fúria alimentada por recalques, sentimentos xenófobos e homófobos, ojeriza à classe burguesa (que enxerga como algozes dos menos favorecidos) e frustrações destrutivas. Ele acaba fechando-se num mundo de esquizofrenia que o torna cada vez mais selvagem e perigoso. A narração em off acompanha o mergulho do homem na perda de si mesmo; ilustra seu distanciamento do sujeito que um dia foi – mas, agora, quase esvaziado de sua humanidade pela perda da fé no homem e em suas instituições, torna-se somente id, relegando ego e superego ao limbo.

Gaspar Noé aduba a loucura crescente do personagem até o ponto em que os frutos podres da autodestruição envenenam a alma do açougueiro com os vermes da perda do bom-senso. O fluxo de pensamento que embaça a mente doentia do protagonista, nutrido pelo desespero, é como um jorro de facas em sua autoestima e seu amor próprio, e funciona para ele como justificativa para sua situação de indigência.

A fotografia, carregada de tonalidades sépia, acompanha a decrepitude da realidade sombria projetada pela degeneração psicológica do protagonista. As lentes de Dominique Colin dão a conotação de um livro há muito fechado, com uma história que não deveria ser contada, mas que teima em existir.

A capa do DVD, ao estilo do traço meio tosco de Robert Crumb, exala o cheiro podre da solidão e nos remete ao pessimismo kafkaniano, evocando desilusão. O filme é um dedo na garganta que coloca tudo para fora após aquele porre, mas mesmo assim o enjoo permanece.

Carlos Eduardo Bacellar

p.s. Spoiler!!! Neste filme, a marca d’água de Noé fica patente na cena em que o açougueiro soca a barriga de sua segunda mulher, que espera um filho dele.

*Rorschach é um dos personagens de ‘Watchmen’, antológica criação em quadrinhos de Alan Moore, com ilustrações de Dave Gibbons. O status psicológico do (anti-)herói criado por Moore pode ser de completa insanidade ou extrema lucidez, dependendo do ponto de vista.



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