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Enredado na nova teia do Aranha (reboot da crítica)

Havia tanta coisa a ser dita sobre o Homem-Aranha, novamente homenageado no cinema com o reboot “O espetacular Homem-Aranha”, do diretor Marc “(500) dias com ela” Webb, que minha primeira crítica do filme, postada há alguns dias, passou por diversas alterações. Um preciosismo mais do fã que do crítico – ambos ficam remoendo textos dentro de minha cabeça, num processo constante de reescrita que envolve correções, modificações e adições. Apostando na relevância da edição, resolvi postar uma segunda crítica aqui no blog. Este texto se detém com carinho maior na singularidade do Aranha, à época em que apareceu nos gibis, valorizando um novo arquétipo de super-herói; na relação entre os principais inimigos do aracnídeo no cinema (antagonistas que passam longe do maniqueísmo, corrompidos por poderes que obscurecem a sanidade); nas circunstâncias que polarizavam o Aranha e seus algozes (e também nas contingências que o aproximava deles); e na representatividade de Peter nas histórias, sacada da sensibilidade de Stan Lee, que nos permite enxergar o Home-Aranha para além de seu uniforme. Espero que o trabalho tenha valido a pena. 

Fonte: deviantart

A vida de Peter Parker balança por um fio. Mas não um fio qualquer. A teia sintética desenvolvida por Parker – inspirada no filamento proteico produzido pelas aranhas, cinco vezes mais forte que um fio de aço do mesmo diâmetro e que pode ser esticado até quatro vezes o seu comprimento sem se partir –, que ele espirra por meio de mecanismos eletrônicos presos aos pulsos, é algo singular, digna do Prêmio Nobel. Pessoas comuns com habilidades extraordinárias exercem um tremendo fascínio. Não é tarefa simples pedir que alguém se levante da poltrona para assistir em 3-D a um adolescente se exibindo numa descida radical de rapel – e ainda pague caro por isso. Para esse tipo de entretenimento existe o canal de televisão a cabo Off. Mas esse alguém, justificando os US$ 215 milhões gastos em “O espetacular Homem-Aranha”, deixaria o Flash comendo poeira numa corrida até a sala de cinema mais próxima, ansioso por ver o aracnídeo em seu balé acrobático.

Ao aceitar o desafio de dirigir este reboot, Marc Webb (“500 Dias com Ela”) buscou imprimir sua marca nos traços que definem o super-herói. Sem desconsiderar os elementos que mitificaram o personagem, com a ajuda do trio de roteiristas James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves, o diretor repaginou o trabalho de seu predecessor – Sam Raimi, responsável pelos três primeiros filmes da franquia Homem-Aranha no novo milênio (2002, 2004 e 2007), com Tobey Maguire de protagonista – com elementos da série “Anos incríveis”, situando Parker ainda no ensino médio, brincando de fotógrafo amador, numa época anterior ao Clarim Diário – algo próximo do que Raimi concebeu em seu primeiro filme. Uma clara tentativa de conquistar a parcela de público que começa em pré-adolescentes e termina em jovens adultos.

O personagem cinquentenário, criado por criado por Stan Lee (texto) e Steve Ditko (ilustração) e publicado pelo selo Marvel, cuja primeira aparição foi em 1962, no número 15 da antologia de quadrinhos americana Amazing Fantasy, representa uma inflexão no paradigma do herói que, até então, magnetizava imaginações. Antes do Aranha, o herói era perfeito, não tinha problemas ou uma vida pessoal interessante, se resumia ao sujeito de uniforme. Stan Lee mudou isso. O tímido Peter Parker enfrentava problemas que o aproximavam do indivíduo comum: era assolado por toda sorte de dilemas e adversidades mundanas. Precisava agarrar subempregos para pagar o aluguel; dava mancadas; em algumas situações dizia coisas inapropriadas; e, mais importante, não ganhava o tempo todo, era surrado com frequência por seus inimigos e voltava para casa derrotado. Ou seja, era imperfeito, como todos nós. Constantemente submetido a situações com as quais os outros heróis não lidavam. Com sua complexidade e contradições, Peter encantou os leitores de quadrinhos e passou a ser mais importante que o Homem-Aranha.

O reboot dispensa Tobey e aposta em outro ator, também com rosto de moleque, com espinhas brotando na pele, para interpretar Peter e seu alter ego, o Home-Aranha. Andrew Garfield viu sua carreira decolar quando aceitou o papel do brasileiro Eduardo Saverin em “A Rede Social” (2010) – mais conhecido como o filme sobre o Facebook –, de David Fincher, produção que mudou seu status não só na rede social (as garotas devem ter caído matando!), mas em Hollywood.

Neste comic book movie, Peter é criado por seus tios May (Sally Fields) e Ben (Martin Sheen) depois que o pai do garoto percebe que seus experimentos com engenharia genética podem colocar a família em risco. O garoto cresce, descobre o trabalho da pai (morto com a esposa num acidente de avião) numa maleta que bem poderia ser do 007 e o liga ao herpetologista Curt Connors (Rhys Ifans), que desenvolve um soro regenerativo capaz de adaptar características animais aos humanos. Connors trabalhou com o pai de Peter no passado. A relação entre os dois é uma interrogação não resolvida durante os 136 minutos desta produção.

Fuçando nos laboratórios da Oscorp, imagine você… (podemos esperar um novo Duende Verde?), Peter é picado por uma aranha geneticamente modificada (radiação não faz parte da agenda verde no esteio da Rio +20). Os efeitos colaterias não tardam a aparecer, o que leva Peter a se aproximar de Connors e a ajudá-lo na solução do algoritmo que viabiliza o soro. Pressionado por seu mecenas, ninguém menos que o dono das indústrias Oscorp, o cientista testa uma versão Beta em si mesmo e se transforma num Godzilla em menor escala.

Fonte: deviantart

Na caça ao assassino de seu tio, o Homem-Aranha parte numa jornada de amadurecimento que enredará em sua teia, além do réptil abominável que consome o corpo e a sanidade de Connors, tia May, Gwen Stacy (a meiga e lindinha Emma Stone), sua paixão do colégio (primeira namorada do herói nos quadrinhos, na época pré-Mary Jane Watson), e o capitão da polícia Stacy (Denis Leary), papai de Gwen. Adicione à trama bioterrorismo e ameaça doméstica à segurança dos EUA. Pronto! Temos um longa de ação!

Tanto Connor quanto Gwen já haviam aparecido nos filmes anteriores, de Raimi. O cientista foi interpretado por Dylan Baker no segundo filme (2004), mas sem apresentar seu lado de sangue frio. Já Gwen, por quem Parker, na nova produção, suspira ao som do pop romântico Til Kingdom Come, da banda Coldplay, é vivida por Bryce Dallas Howard no terceiro filme do diretor de “Arraste-me para o inferno” (2009).

Fonte: deviantart

É interessante perceber que os principais vilões do Aranha apresentados no cinema até o momento dizem muito sobre ele. Ambos são cientistas brilhantes, que enxergam nas possibilidades da ciência soluções, ao alcance de uma equação, para os problemas do mundo: O Duende Verde de Willem Dafoe no filme de 2002; o Dr. Octopus de Alfred Molina em 2004; e, agora, o Lagarto de Ifans – no terceiro longa de Raimi, James Franco retoma o legado maligno do pai como o novo Duende Verde. Todos perdem o controle de seus experimentos e de suas sanidades, adquirem poderes que os envenenam e entregam-se ao lado negro da força. O que diferencia nosso herói de seus antagonistas é a voz do tio Ben – pilar da ética e da moralidade –, que divide espaço com o sentido aranha na cabeça de Peter. Com sábias palavras, escolhidas cautelosamente no dicionário da experiência, ele é o principal responsável pela formação de caráter do rapaz.

O sarcasmo, claro, é a marca registrada do Aranha, e não poderia ficar de fora da nova aventura. E Andrew Garfield desempenha seu papel com traquinagens retóricas que não irão decepcionar os fãs dos quadrinhos. As cenas de ação elaboradas, montadas como clipes da MTV, exploram com maestria as técnicas de parkour do escalador de paredes entre as espigas de concreto e aço de NY, arquitetura em que ele joga pinball com o seu próprio corpo.

Webb diferencia-se ao utilizar uma câmera em primeira pessoa, que acompanha o ponto de vista do aracnídeo e amplifica nossa sensação de movimento e velocidade. E aqui fica o reconhecimento pelo desempenho primoroso do diretor de fotografia John Schwartzman – “Armageddon” (1998), “Pearl Harbor” (2001) e “O besouro verde” (2011) –, conferindo às performances do Aranha uma estética de videogame. Quem assina o repertório musical é James Horner, oscarizado por “Titanic” (1997) e também responsável pela música em “Avatar” (2009). Equipe de primeira linha!

Diversão escapista e entretenimento vazio são alguns dos rótulos dos quais o Aranha terá de se esquivar. Blockbuster sim, e divertidíssimo! Assim como “Os Vingadores” (2012), filmaço de Joss Whedon, foca na diversão, e não na reflexão. Pipoca e refrigerante para acompanhar, acomode-se na poltrona e se entregue. Se tio Ben estivesse vivo, ele diria que grandes filmes são acompanhados de grandes bilheterias.

Opa! Meu sentido aranha disparou… Como assim? Não vai assistir? Não faça promessas que não pode cumprir. 

Carlos Eduardo Bacellar

 

 Fonte: deviantart

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Enredado na nova teia do Aranha

Fonte: deviantart

A vida de Peter Parker balança por um fio. Mas não um fio qualquer. A teia sintética desenvolvida por Parker – inspirada no filamento proteico produzido pelas aranhas, cinco vezes mais forte que um fio de aço do mesmo diâmetro e que pode ser esticado até quatro vezes o seu comprimento sem se partir –, que ele espirra por meio de mecanismos eletrônicos presos aos pulsos, é algo singular, digna do Prêmio Nobel. Como somos fascinados por pessoas comuns com habilidades extraordinárias, não levantaríamos facilmente da poltrona para ir ao cinema, pagar um preço salgado e ver em 3-D um adolescente se exibindo numa descida de rapel.

Agora, para justificarmos os US$ 215 milhões gastos em “O espetacular Homem-Aranha”, nós deixaríamos o Flash comendo poeira numa corrida até a telona na sala escura mais próxima, ansiosos por ver o aracnídeo, criado por Stan Lee e Steve Ditko, pendular insanamente pela geografia urbana de Nova Iorque enquanto combate o crime. Radical é um eufemismo para qualificar o que o Spider é capaz de aprontar.

Fonte: Split Screen

Neste reboot, dirigido por Marc Webb – que, com criatividade e bom humor, ilustrou com lápis de cera pop o ciclo de leveza, dor e superação – paixão fulminante, amor, toco, desencantamento, sofrimento e novo encantamento – em “(500) dias com ela” (2009) –, Peter Parker… Bem, todo mundo sabe quem ele é. Não seria muito interessante recontar uma história já batida no imaginário popular: adolescente, nerd, bullying, solitário, nenhuma aptidão para esportes, nenhum sucesso com as garotas, picada de aranha radioativa, roupa colante constrangedora, teias brotando das munhecas, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, morte do tio Ben, remorso, culpa, vingança disfarçada de luta contra a criminalidade, ações incompreendidas pelas forças de segurança, Homem-Aranha como ameaça pública, a it girl do colégio começa a dar mole para o outsider, vilão também com superpoderes acaba com o sossego, mundo ameaçado blá, blá, blá… A biografia do personagem do selo Marvel, cuja primeira aparição foi em 1962, no número 15 da antologia de quadrinhos americana Amazing Fantasy, é mais manjada que porta de banheiro público.

Fonte: Split Screen

Se Webb resolveu aceitar o desafio, ele precisava buscar uma nova taxonomia para sua criação. Sem desconsiderar os elementos que mitificaram o super-herói, com a ajuda do trio de roteiristas James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves o diretor repaginou o trabalho de seu predecessor – Sam Raimi, responsável pelos três primeiros filmes da franquia Homem-Aranha no novo milênio (2002, 2004 e 2007), com Tobey Maguire de protagonista – com elementos da série “Anos incríveis” numa tentativa de conquistar a parcela de público que começa em pré-adolescentes e termina em jovens adultos. Formar novas plateias para filmes de heróis é essencial.

Segundo A. O. Scott, crítico do The New York Times, é uma aposta alta da indústria (que está sendo muito bem recompensada, claro) num momento em que outros gêneros tradicionais, como o western e os filmes de guerra, estão eclipsados pela ideologia do politicamente correto hodierna, e não rendem mais as bilheterias esperadas. Manohla Dargis, outra crítica do Times, analisa nossa babação de ovo pela produção ianque dizendo que os filmes baseados em histórias em quadrinhos, entre outras atrações, magnetizam espectadores pois tocam fundo em mitos nacionais [americanoides] enraizados, incluindo o Éden americano (cujo exemplo seria uma cidade do interior pacata como Smallville); o herói de western (um pária, separado do mundo que, paradoxalmente, ele precisa salvar); e o excepcionalismo americano (nação ungida pelo poder de sua Constituição com responsabilidades extraterritório, que seria diferente das outras porque possui a missão de tornar o mundo um lugar mais seguro para a democracia). E completa: “Toda época tem o super-herói que deseja, precisa e merece.”

Nós desejamos, precisamos e merecemos! O reboot dispensa Tobey e aposta em outro ator, também com rosto de moleque, com espinhas brotando na pele, para interpretar Peter e seu alter ego, o Home-Aranha. Ele viu sua carreira decolar quando aceitou o papel do brasileiro Eduardo Saverin em “A rede Social” (2010) – mais conhecido como o filme sobre o Facebook –, de David Fincher, filme que mudou seu status não só na rede social as garotas devem ter caído matando!), mas em Hollywood: ele é Andrew Garfield.

Este pôster é do filme do Raimi, mas achei tão bacana que não resisti! Fonte: deviantart

Produções desta estatura vêm paramentadas. A estrutura de marketing assombrosa é uma faca de dois gumes. Pode alavancar um sucesso potencial ou disseminar um blockbuster vazio e, consequentemente, macular o prestígio de um diretor. Webb conhece a indústria, seu potencial, e não vacila com a estrutura que tem em mãos.

Neste comic book movie, Peter é criado por seus tios May (Sally Fields) e Ben (Martin Sheen) depois que o pai do garoto percebe que seus experimentos com engenharia genética podem colocar a família em risco. O garoto cresce, descobre o trabalho da pai (morto com a esposa num acidente de avião) numa maleta que bem poderia ser do 007 e o liga ao herpetologista Curt Connors (Rhys Ifans), que desenvolve um soro regenerativo capaz de adaptar características animais aos humanos. Connors trabalhou com o pai de Peter no passado. A relação entre os dois é uma interrogação não resolvida durante os 136 minutos desta produção, entrego logo, filmada em locações em Los Angeles e Nova Iorque.

Fuçando nos laboratórios da Oscorp, imagine você… (podemos esperar um novo Duende Verde?), Peter é picado por uma aranha geneticamente modificada (radiação não faz parte da agenda verde no esteio da Rio +20). Os efeitos colaterias não tardam a aparecer, o que leva Peter a se aproximar de Connors e a ajudá-lo na solução do algoritmo que viabiliza o soro. Pressionado por seu mecenas, ninguém menos que o dono das indústrias Oscorp, o cientista testa uma versão Beta em si mesmo e se transforma num Godzilla em menor escala.

Fonte: Titan Creative

Na caça ao assassino de seu tio, o Homem-Aranha parte numa jornada de amadurecimento que enredará em sua teia, além do réptil abominável que consome o corpo e a sanidade de Connors, tia May, Gwen Stacy (a meiga e lindinha Emma Stone), sua paixão do colégio, e o capitão da polícia Stacy (Denis Leary), papai de Gwen. Adicione à trama bioterrorismo e ameaça doméstica à segurança dos EUA. Pronto! Temos um longa de ação!

O sarcasmo é a marca registrada do Aranha. E Andrew Garfield desempenha seu papel com traquinagens verbais que não irão decepcionar os fãs dos quadrinhos. As cenas de ação elaboradas, montadas como clipes da MTV, exploram com maestria as técnicas de parkour do escalador de paredes entre as espigas de concreto e aço de NY, arquitetura em que ele joga pinball com o seu próprio corpo. Webb diferencia ao utilizar uma câmera em primeira pessoa, que acompanha o ponto de vista do aracnídeo e amplifica nossa sensação de movimento e velocidade.

E aqui fica o reconhecimento pelo desempenho primoroso do diretor de fotografia John Schwartzman – “Armageddon” (1998), “Pearl Harbor” (2001) e “O besouro verde” (2011) –, conferindo às performances do Aranha uma estética de videogame. Quem assina o repertório musical é James Horner, oscarizado por “Titanic” (1997) e também responsável pela música em “Avatar” (2009). Equipe de primeira linha!

Estava me segurando até agora, mas aí vão três spoilers:

1) Old school, o roteiro, como nos comics, encampa o desenvolvimento de um mecanismo eletrônico que produz as teias, ao contrário dos filmes de Raimi, que preferiu uma solução biológica (e fácil);

Fico emocionado quando vejo isso…

2) a cena em que o Home-Aranha constrói sua teia na rede de esgotos e fica à espera, no centro do emaranhado de fios, como suas parentes na natureza, que suas presas toquem numa das ramificações e entreguem suas presenças (fazendo as cordas vibrarem como as de um violoncelo ou as de uma harpa) é incrivelmente criativa;

3) preste atenção no sentido aranha! Um choque de teaser acompanhado por um lampejo de street art, como uma epifania, e somado a um acorde desafinado de guitarra elétrica de uma banda de metal. E a pergunta: o lagarto não dispara o alarme de sobrevivência? Fique atento à cena do esgoto.

Ahhhhhhhhhh! Tenho que assistir de novo!

Blockbuster sim, e divertidíssimo! Assim como “Os Vingadores” (2012), filmaço de Joss Whedon, foca na diversão, e não na reflexão. Pipoca e refrigerante para acompanhar, acomode-se na poltrona e se entregue. Se tio Ben estivesse vivo, ele diria que grandes filmes são acompanhados de grandes bilheterias.

Opa! Meu sentido aranha disparou… Como assim? Não vai assistir? Não faça promessas que não pode cumprir.

Carlos Eduardo Bacellar

Fonte: Shockya

Fonte: deviantart

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(500) dias com ela

Uma singela homenagem dos doidos ao filme do diretor Marc Webb, que foi completamente esquecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Inexplicável como o Oscar de melhor roteiro adaptado conferido ao filme “Preciosa” (nós não fazemos concessões!).

O romance de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) e Summer Finn (a lindinha Zooey Deschanel) é embalado pelo ritmo da banda The Smiths (There’s a light that never goes out). Curtam!

Carlos Eduardo Bacellar


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